Frasco de Memórias

“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Orelhas de Borboleta

Ofereci este livro à Beatriz, depois de inúmeras requisições na Biblioteca.

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A Beatriz encantou-se com a Mara… e eu também.

A mensagem da espanhola Luisa Aguilar permite uma leitura expressiva e divertida, apesar do tema ser muito profundo.

O livro ajuda-nos (crianças e adultos) a superar as nossas aparentes fraquezas e a encará-las como características e até vantagens.

Quem é que olha desta forma aventureira para uns sapatos velhos?

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A ilustração é do brasileiro André Neves. É extremamente colorida, cuidada e invulgar.

As fotografias não fazem justiça ao livro: as cores são muito mais intensas.

Estes são os meninos de quem não gostamos: a expressão deles diz tudo.

Estão a acusar a Mara de ler livros usados!

-Não, não! Já foram é acariciados por mil mãos!

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Foi por considerar este livro uma lição (texto e ilustração) que decidi oferecê-lo à Beatriz na comemoração do seu segundo aniversário.

E é para continuar a explorar, até a Beatriz ter a idade da Mara e voar sozinha com as borboletas.

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A editora? Kalandraka!


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A Livreira Anarquista

A T é minha amiga, é minha prima e é uma blog hunter.

Tem um talento invulgar para descobrir blogs imperdíveis que eu não conheço e que nunca viria a conhecer na vida.

A T vive entre os papéis e os livros e seria uma excelente livreira. Provavelmente tão mordaz, divertida e perspicaz como  A Livreira Anarquista.

A identificação já vem de longe; este foi um dos blogs de que a T me falou há muito tempo.

A Livreira relata o quotidiano de quem vive entre livros e contacta diariamente com quem gosta de livros ou com quem os compra por razões muito (como classificar?) bizarras.

Um blog maravilha destacado pela Tumblr, classificado com o segundo melhor blog pela Aventar e… destacado em muitas publicações.

Fiquei a saber que a palavra rebelde é a eleita para os títulos dos livros e conheci as modas que regem as temáticas das últimas publicações.

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A Livreira conta, ainda, inúmeras situações hilariantes vividas ao balcão:

Diálogos Surreais

Freguesa:  Queria o livro dos Maias, mas não quero o do Camões, quero aquele das profecias.                       

Livreira Anarquista (chocada e sem conseguir pensar em mais nada): …mas não foi o Camões que escreveu os Maias….                       

Freguesa:  Não interessa, não é esse que eu quero.

Perdão!?

E, claro, não podiam faltar os escritores:tumblr_m5b0qbMC431qgb7rto1_500[1]

E a própria Livreira:

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em vários momentos do dia…

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tumblr_inline_mm4l0kmNz21qz4rgp[1]N.B. Todas as imagens deste post, assim como O Diálogo Surreal, foram retirados do blog A Livreira Anarquista.


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O sabor da cereja

De repente, parece que já só existem cerejas na Beira; de repente, parece que os nossos avós do Litoral não tinham cerejeiras; de repente, parece que as cerejas sempre foram muito grandes, carmins e carnudas.

De tal forma que fiquei espantada quando reencontrei o sabor das cerejas da minha bisavó Celeste.

Cerejas pequenas, vermelhas e sem polpa.

Cerejas ácidas mas com sabor a… cereja.

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E esta cereja, nas pedras do meu pátio, já esteve no cabeçalho do blog, mas houve alguém, muito generoso, que me fez outro cabeçalho.

A mesma pessoa que reparou que eu estava reflectida na cereja da minha bisavó.

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Morangos

Desde que se iniciou a época dos morangos tem sido assim:

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Muitas caixas do produtor da Geria, em Coimbra.

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Lavar e arranjar os morangos.

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Quinhentos gramas de açúcar por cada quilo de fruta.

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Muitas experiências até chegar às combinações perfeitas.

Colocar nos frascos e pasteurizar.

E provar com torradas, com bolachas, com pão fresco,… porque tem-se uma óptima desculpa!


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Delicadeza

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A Beatriz adora flores.

Felizmente, cá em casa, não é a única.

A Tia Alice criou-lhe o hábito de trazer sempre uma flor à avó ou à mãe dos longos passeios semanais.

E eu acho que a educação para a Sensibilidade e para a Beleza começa assim.

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O Frasco da T

A T é minha amiga, é minha prima e é uma blog hunter.

Tem um talento invulgar para descobrir blogs imperdíveis que eu não conheço e que nunca viria a conhecer na vida. Blogs e imagens inspiradoras.

Ficará para a história uma breve troca de palavras, depois das 17:00h, mas ainda no computador do trabalho:

-Já viste a colecção Missoni?

E eu ainda com os olhos cheios de quadrículas geladas de grelhas excell e de outros programas informáticos, tão longe da Beleza e do Azul do mundo.

E foi assim que conheci o blog Dustjacket, vi a colecção Missoni e escolhi o meu Verão:

Primavera dustjacket attic

verão 3- dustjacket attic

Verão-dustjacket attic

Style: "110707_SEL_11"

E ainda consegui sonhar com o Inverno:

Inverno dustjacket attic


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Coração de Mãe

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Este foi o segundo livro que ofereci à Beatriz.

A editora Planeta Tangerina foi eleita a melhor editora europeia, na Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha.

E nem precisava de dizer mais nada, mas é um livro de que apetece falar.

Coração de Mãe centra-se na ligação entre a mãe e o filho; uma ligação que se materializa num fio invisível que une o coração da mãe ao coração do filho.

Um fio (tranquilizador) que faz com que estejamos ligadas em todos os momentos do dia.

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Uma gargalhada da Beatriz faz o meu coração dançar, um trambolhão faz com que o meu coração fique branco… E nas férias? O meu coração bate mais devagarinho!

O texto, em prosa, mas por vezes muito poético é de Isabel Minhós Martins e a ilustração, terna e divertida, é de Bernardo Carvalho (um dos fundadores da Planeta Tangerina).

Não sei se é óbvio, mas sou fã desta dupla e desta editora. E tenho de destacar todas as ilustrações de Bernardo Carvalho, deste e dos outros livros que conheço.

A Beatriz começou a ver este livro com seis meses e fomos fazendo a exploração consoante o momento: começámos por simular o bater do coração com a mão no peito; registámos as primeiras palavras nas janelas que se abrem no meu coração sempre que a Beatriz aprende uma palavra nova; comparámos o tamanho dos pés das personagens e falámos de Amor.

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Falta dizer que é um dos livros que mais gosto de oferecer aos bebés e às mães, sobretudo àquelas a quem nascem flores no coração pela segunda vez!

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Mudança

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A Mudança é um dos grandes temas poéticos.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

É o mundo que muda, são os outros e somos nós. Muitas vezes, e ao contrário da desesperança (poética?) de Camões, nas outras estrofes do soneto, as mudanças são para melhor. Mas obrigam-nos a sair da nossa área de conforto.

E, sem mais existencialismos, o que tem esta reflexão que ver com as flores? É que as mudanças não têm de ser todas destruturantes ou restruturantes.

Há três anos, era impensável ter muitos dos prazeres que hoje cultivo. Agora, não perco a oportunidade de trazer uma nota da beleza dos jardins, dos mercados e dos campos para dentro de casa. E há momentos em que surpreendo personagens a escrever à sombra das minhas sardinheiras.

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A Rã

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DSC00677A Rã apareceu hoje no pátio e foi tema de conversa durante todo o dia.

Amigável e fotogénica, observou-nos durante uma dezena de minutos. Uma visita inesperada, uma vez que o pátio não tem água; uma prova de grande biodiversidade em dez metros quadrados, e mais uma razão para continuar a evitar fertilizantes e insecticidas. Li que uma das razões que está na causa da progressiva extinção destes bichinhos é a utilização de químicos agressivos na agricultura. Chegam a provocar a mudança de sexo nos indivíduos masculinos! A verdade é que quero manter esta inquilina e, se ela constituir família e continuar a comer insectos, aranhas e minhocas, melhor. Sou capaz até de levá-la para dentro de casa.