“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Cadernos

Quando a Beatriz nasceu, eu tirei-lhe fotografias todos os dias, várias vezes ao dia.

Foram 5 meses apenas a olhar para ela.

A vida perfeita.

O problema é que eu gosto de sentir as fotografias nas mãos e imprimi muitas.

O problema é que passei os 5 meses abraçada à Beatriz e depois, muito contrariada, fui trabalhar.

E as fotografias foram-se acumulando.

Este ano achei que a pilha de fotos não podia chegar ao tecto.

Comecei por reformular o diário de gravidez.

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E depois deliciei-me com as fotografias dos primeiros meses de vida da Beatriz.

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Conheci o caderno do bebé no blog da Inês Nogueira, Caderno Branco.

Ainda tenho as fotografias do Verão de 2012 e 2013 por organizar…

Sugestões de outros álbuns bonitos?


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Eros

Numa das minhas viagens a caminho do trabalho, ouvi Júlio Machado Vaz, na crónica “O Amor é” (Antena 1), distinguir sexualidade de erotismo:

“Erotismo é dar ao corpo o prestígio do espírito.”

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No meu Dicionário da Mitologia Grega e Romana, de Pierre Grimal:

Eros é um “génio” intermediário entre os deuses e os homens.

Mas longe de ser um deus todo poderoso, é uma força eternamente insatisfeita e inquieta.

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O Dicionário acrescenta que Eros foi gerado a partir do Caos primitivo e que nasceu ao mesmo tempo que a Terra…

A fotógrafa Melanie Rodrigues mostra o erotismo no seu site ( no blog não fala tanto dele).


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Doces

Sabemos que estamos perante amigos quando os convidamos para vir a nossa casa e eles reparam nos brinquedos da Beatriz desarrumados… e arrumam-nos.

Sabemos que são nossos amigos quando vêem que a louça está por lavar… e lavam-na.

Quando passam o serão de Sábado à noite connosco a descascar estas maravilhosas pêras de Inverno.

pêras

Quando nos ouvem, apesar do cansaço, e partilham connosco os sonhos e os medos.

Quando apanham folhas secas, saltam até ao céu com a Beatriz e dizem adeus aos aviões e cantam pela centésima vez “Parabéns a você”, enquanto eu transformo as pêras das vinhas da minha avó Rosa em Frascos de Memórias de Geleia e de Compota de Pêras de Inverno com Baunilha.

Doce de pêra

E ainda nos dizem que os nossos doces, compotas e geleias são perfeitos!


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A Grande Viagem

Este livro conquistou-me imediatamente.

O título e as ilustrações de Gabriel Pacheco tocaram na minha alma de viajante.

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A primeira página confirmou as minhas fantasias.

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Ofereci-o à Beatriz no seu primeiro aniversário e, como seria de esperar, só hoje, com dois anos e oito meses, é que começa a partilhar do meu entusiasmo pelo livro.

Pág 2

Mas talvez ainda não a fascine, completamente, este barco que anda sobre a terra, debaixo de água “como uma nave submarina” e que se amarra à janela no intervalo das viagens.

Um barco que nos permite dormir sobre as nuvens.

Pág 3

E petrificar soldados em guerra.

Pág 4

Mas também passear com os amigos.

Pa´g 5

Talvez ainda a encante apenas a razão pela qual o protagonista adiou a construção do barco:

“A [noite] de hoje não serve, porque estão todos levantados, e a mamã está a fazer pipocas.”

Pág 6

E, de facto, pode haver razão mais válida do que esta?

O texto é da francesa Anna Castagnoli e as ilustrações são de Gabriel Pacheco.

A editora OQO.


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Embalar

Todo o percurso dos Frascos de Memórias me delicia.

Apanhar a fruta, prepará-la, cozinhar os doces, perfumar a casa, provar, enfrascar, pasteurizar, rotular e embalar.

Nesta última etapa, penso sempre na pessoa que vai receber o meu doce e entrego-lhe o mesmo desvelo de quem se enleva a preparar uma prenda.

Mas há embalagens muito especiais.

A prenda dos pais do Gonçalo foi uma delas.

prenda bebé

A encomenda da minha amiga Fernanda, a responsável por todo este sonho Frasco de Memórias se delinear na minha cabeça.

saquetas

saquetas 2

E a minha primeira encomenda, quando os frascos de doce ainda não eram Frascos de Memórias.

Directamente para Paris, para os amigos franceses da D.Olinda.

Achei que tal facto só podia augurar momentos bons.

caixa

caixa fechada

E, de facto, dois meses depois, nasceu a nossa loja.

E houve as encomendas da D.Manuela, da Graça, da Margarida, da Lena, da Amélia, da D.Aline, da Lúcia, da Paula, da Isabel, da Neide, da D.Adélia, da D.Rosa, da Antónia, do meu Pai,  da Tia Alice, … e tantas outras que me encheram de alegria!


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Gris Neutre

A Margarida foi minha colega durante três anos.

Aprendi muito com ela nos últimos dois meses.

Quando viu o meu blog, escreveu:

“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand, pseudónimo da baronesa Dudevant, Aurore Dupin).

Fiquei encantada e guardei esta frase no meu frasco de memórias mais precioso.

A Margarida é naturalmente elegante.

Não precisa de saltos, nem de acessórios dourados, nem de cores vibrantes, nem de maquilhagem, nem de cabelos compridos.

A Margarida tem um lenço que é como ela.

Não se impõe pelo ruído das cores nem da forma.

É Gris Neutre.

A marca nasceu do encontro entre a Sara Bento Castro (filha da Margarida), a Marisa Ferra e a Joana Oliveira: uma ilustradora, uma  fashion designer e uma antropologista.

Incontestavelmente reconhecidas, criam peças em pura seda desenhadas à mão.

Depois de terem viajado pelos mitos gregos, mergulharam nos mitos vietnamitas e criaram Beleza.

Não está aqui o lenço da Margarida.

Mas estas imagens Gris Neutre são quadros que ganharam asas e passeiam connosco.

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Há mais ilustrações da Sara no Behance e no Carbonmade.

E no FaceBook.


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Sem açúcar, com afecto

Já falei da relação da minha Mãe com Jamie Olivier.

Mas não falei da minha…

O Jamie é comunicativo, despretensioso e bem intencionado.

Ganhou a minha admiração quando vi esta intervenção no TED: o minuto 12 fez-me tomar decisões importantes.

Vi ainda dois ou três programas em que ele tentava, desesperadamente, transformar a perigosa alimentação escolar americana.

Resolvi, então, que o açúcar não fazia parte da dieta alimentar da Beatriz.

Agora, com dois anos e oito meses, a Beatriz continua a consumir iogurtes naturais, bolachas Marinheiras e cereais sem açúcar.

Não gosta de bolo, nem de chocolate, nem de gelado ou de outras sobremesas.

Foi uma decisão pouco pacífica e que continua a gerar alguma polémica na família.

Na nossa cultura, tal como na música de Chico Buarque, o açúcar e o afecto rimam no mesmo refrão.

Este post podia terminar aqui.

-Que mãe paranóica!

-Que mãe tão zelosa!

Mas e quanto aos alimentos fritos? E salgadinhos? Qual é a reacção da Beatriz?

Em casa, raramente temos esses alimentos, mas quando lhe aparece uma empada, um peixinho da horta, uma nata de bacalhau, umas batatas fritas ao alcance da mão é muito difícil de controlar.

Felizmente, diverte-se mais a roubar o frito do que a comê-lo.