“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Cheesecake de morangos

O cheesecake da Mafalda volta a visitar-nos.

Ainda sem maracujá…

cheese cake morango2

Experiência 2:

1 pacote de bolachas digestivas, sem açúcar, esmagadas com 100g de manteiga sem sal;

4 colheres de sopa de água quente;

2 colheres de sopa de gelatina em pó;

12 morangos cortados ao meio;

sumo de 10 morangos;

250 g de queijo mascarpone;

250g de natas frescas;

150g de açúcar fino

1- Forre a base de uma forma de tarte com papel vegetal.

2-Preencha-a com as bolachas trituradas, comprima e reserve no frigorífico.

3- Dissolva a gelatina em água quente.

4- Bata o queijo, as natas e o açúcar, até obter uma mistura muito cremosa.

5- Junte o sumo de morango.

6- Adicione a gelatina.

7- Bata e coloque o preparado na forma.

8-Depois de endurecer um pouco no frigorífico, decore com doce de morango Frasco de Memórias e morangos frescos.

cheese cake morango2


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A Beautiful Mess

Este é um blog que visito regularmente.

É escrito por duas amigas, Elsie e Emma, que partilham posts sobre tudo o que as inspira.

E que se apresentam assim:

We believe in taking time each day to make something pretty.

We believe in lifelong learning.

Most of all, we believe that life doesn’t need to be perfect to be beautiful.

É o meu lema de vida.

É um blog extremamente diversificado, despretensioso e bem-humorado.

Ultimamente ando a explorar as dicas fotográficas.

dicas fotográficas

Sempre gostei de fotografia: de ver e de sentir as fotografias nas mãos.

Mas nunca tive aulas (e precisava mesmo…).

Confio no instinto, na sorte e nas manias da minha máquina. E já a vou conhecendo…

Às vezes fico zangada com ela comigo; outras vezes satisfeita.

Muitas das dicas são mesmo para quem está a iniciar a sua relação amorosa com esta arte;

a algumas já eu tinha chegado por tentativa-erro.

Mas tenho gostado muito de lê-las para comprovar que estou no bom caminho.

E para aprender outras novas!

1ª dica: não usar flash – arruína-me qualquer imagem… tira-lhe o aveludado

(aqui está um termo mesmo técnico: aveludado… humm… )

com ou sem flash

2ª dica: optar sempre pela luz natural.

Procuro sempre uma divisão com grandes janelas e a hora do dia mais bonita: a manhã ou o fim da tarde (no Verão).

Quando se é “aselha”, as fotografias nocturnas ficam tremidas… tantas!

dia ou noite

3ª dica: ter cuidado com o cenário – não convém que cause ruído sobre o que realmente queremos fotografar.

Esta dica ajuda-me a focar; tenho um carácter, por natureza, propenso à dispersão.

cuidado com o cenário

4ª dica: encontrar os nossos pormenores e trazê-los para a fotografia.

Nem sempre arrisco, mas gosto muito da partilha destes momentos de intimidade.

a importância dos pormenores

pormenores

5ª dica: não contar com programas para editar a fotografia – tentar que fique logo como idealizámos.

Este é um dos conselhos que mais tenho ouvido do meu Pai.

O outro é não usar o zoom.

Dicas de quem é da era da fotografia analógica e que se empenhava em cada fotografia que tirava.

Todas estas lições são do blog A Beautiful Mess.


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Uma horta para ser feliz

Só o título e as páginas iniciais do “ciclo de vida feliz” seriam suficientes para eu me identificar com Marc Estévez Casabosch e ler cada parágrafo deste livro com toda a atenção.

Capa Uma horta para ser feliz

Primeira página

Mas com este livre aprendi muito.

A informação está com a profundidade q.b. de uma “Agricultura para totós”: ideal para o meu caso, mas com uma forte componente ideológica que eu subscrevo.

O “ciclo feliz” resume-se ao respeito pela terra e pelas plantas que nos oferecem folhas, flores e raízes.

Com os restos orgânicos destes manjares, satisfazemos as necessidades de duas galinhas ou construímos um compostor.

Com esta matéria (das galinhas ou do compostor), adubamos a terra que ficará pronta para acolher plantas fortes e saudáveis.

“A sustentabilidade em estado puro, em nossa casa!”

Numa horta ou num canteiro numa varanda.

Esqueçam a galinha, neste último caso…

Tomates amarelos

Lembram-se dos tomates amarelos?

Dica 1

O acolchoamento: significa cobrir a superfície de cultivo com matéria orgânica; pode ser palha ou folhagem ou composto.

Oferecemos nutrientes e sombra à terra, evitamos a evaporação, melhoramos a estrutura da terra e controlamos a proliferação de ervas daninhas.

Ou seja, nada de manter a superfície da terra imaculada; devemos simular o húmus da floresta dos nossos sonhos, com muitas folhas no chão.

O que já está na minha lista de compras?

Um fardo de palha!

 

Dica 2

As fases da lua são importantes.

A minha Avó consultava sempre a lua antes de semear ou plantar.

Eu ainda estou em processo: semeio quando tenho tempo… mas a minha teimosia em semear na altura errada tem-me dado alguns desgostos.

Por outro lado, já tive excelentes resultados quando segui as indicações e semeei no período Crescente da Lua!

Próximo objectivo: consultar o Borda d´Água!

 

Dica 3

Todas as plantas têm os seus caprichos e precisam de alguma atenção.

Para mim e para o autor, passear pelo quintal e olhar para os progressos das sementeiras é um prazer terapêutico de final do dia, assim como providenciar algum cuidado a uma das plantinhas.

bróculos

 

Dica 4

Qualquer pessoa pode ter uma mini horta, até numa floreira de uma janela sombria.

O livro explica-nos que plantas são mais resistentes e quais as mais delicadas; quais gostam de sol, sombra, solidão ou companhia,…

(Conseguem ver o acolchoamento de palha das alfaces?)

alfaces

Dica 5

O compostor, que eu já comprei na Casa Agrícola, deve ficar protegido do sol directo e do vento forte.

Deve conter um equilíbrio entre resíduos ricos em nitrogénio (verdes): restos de verdura e cascas de fruta, relva do jardim e ervas,… e resíduos ricos em carbono (castanhos): folhas secas, palha, papel, serradura, …

compostor

Dica 6

Adoptar duas galinhas!

Para já passo esta sugestão: não simpatizo com aves; é mesmo outro reino!

Daqui a uns meses voltamos a falar…

Só esta fotografia é que me faz repensar esta minha aversão aos galináceos.

galinhas do livro

Dica 7

No final do livro, surgem muitos contactos e ideias para hortas urbanas, como o Minigarden de que gostei muito.

 

Dica 8

“A horta é o melhor pretexto para começar a agir com consciência ecológica […]

Reutilize caixas de ovos para fazer as semeaduras […]

Deixe que a imaginação o conduza a bom porto e desperte a criatividade de toda a família.

Esta é a herança mais valiosa que pode deixar aos seus filhos. […]

Inicie esta revolução silenciosa em favor da felicidade.”

 

Não preciso de dizer mais nada!

 

 

 


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Bleubird

Este blog é o diário íntimo de James e dos seus quatro filhos.

Desde o casamento:

casamento

Ao primeiro banho do último filho:

1ºbanho

Tenho seguido vários momentos importantes desta família e aprendido muito com quem escolheu viver de forma pouco convencional.

A James fotografou o nascimento da terceira filha em casa e, a partir desse momento, ganhou todo o meu respeito e admiração.

Sendo uma mãe muito atenta e com um “saber de experiência feito”, tem influenciado a forma como educo a Beatriz.

Alertou-me para o facto das crianças, desde pequenas puderem contribuir para a realização de pequenas tarefas domésticas.

E eu comecei a atribuir algumas à Beatriz, logo desde pequenininha: regar o loureiro, alimentar a gatinha, ajudar a pôr a mesa, …

O que a enche de orgulho e lhe aumenta a responsabilidade e auto estima.

pôr a mesa

Alguns exemplos:

1-3 years old pick up toys and put them where they go. help sort laundry into piles by color. organize shoes. hanging clothes on hooks. putting plastic and paper into the recycling bin.

3-6 years old set the table. help with preparing meals. help with grocery shopping and putting groceries away. help folding jeans and matching socks. walking the dog. washing windows and mirrors.

7 years old and up water the plants. load and unload the dishwasher. take out the trash. folding laundry. sweeping and mopping. vacuuming rugs. cleaning bathrooms. pulling weeds in the yard and raking leaves.

the most important part of teaching our children to contribute and responsibility is to give them praise.

make sure to say “good job” after they complete a task.

they will feel so good and proud of themselves!

Dicas do método Montessori que eu trouxe para nossa casa:

1- Arranjar os ovos cozidos e parti-los para os bolos é uma das tarefas preferidas da Beatriz:

descascar ovos

2- Deixá-la escolher a roupa começou a complicar-se desde a semana passada: insiste em misturar peças do conjunto 1 com as do conjunto 2 (às vezes sobrepostas) e usar os sapatos do conjunto 3.

escolher a roupa

3- Apanhar flores é uma das nossas rotinas desde os dois meses:

apanhar flores

4- Usar a tesoura sem medo, mas com cuidado:

tesoura

5- Ajudar a cozinhar:

ajudar em casa

Neste blog encontrei muitas ideias apresentadas de uma forma autêntica e com fotografias belas e espontâneas.

Todas estas fotografias são do blog Bleubird.


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Primas

O meu sonho é ter um compostor!

Há um ano, disse esta frase em público e quem me ouviu pensou que era uma piada.

Quando perceberam que era a sério, não sei o que pensaram.

Na semana passada, fui à Casa Agrícola de Estremoz e estou perto de realizar o sonho.

O meu outro sonho: plantar alfazema!

Para já utilizo a da minha Mãe, no crivo que a minha prima Graça me ofereceu no Natal.

crivo de chá da Graça

Infusão de alfazema tem inúmeros benefícios; é calmante, digestivo,… e muito agradável.

A minha prima Cristina ofereceu-nos (a mim e à Beatriz) bolsinhas… de alfazema.

bolsinhas de alfazema

Nem preciso de dizer como fiquei encantada com estas delicadezas.

Tenho mesmo sorte com as minhas primas.

São todas pessoas que gosto muito de ter por perto e que escolheria escolho como amigas.

E agora que já mostrei esta minha faceta de desapego e desprendimento, falta a bela prenda da minha Mãe.

Tem um leve aroma a alfazema e é só por isso que o uso com tanta satisfação!

 


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Cultura

Cultura: do latim “colere”, sinónimo de cultivar a terra.

Cultura: culto religioso.

Cultura: camadas complexas que incluem o conhecimento, os costumes, as crenças e as capacidades adquiridas pelo homem enquanto membro de uma sociedade.

Os poetas gregos e romanos cantavam a vida pastoril, mas não sei se Virgílio terá tido uma horta…

Epicuro falava da felicidade de ser autónomo (e livre) na sua pequena comunidade intelectual, afectiva, e também agrícola.

Aristóteles passeava, com os companheiros e discípulos, pelos jardins, ao longo de diálogos reveladores.

As três acepções de cultura sempre se misturaram e complementaram.

Na história da humanidade.

E no nosso quintal novo, em Estremoz.

Nos espinafres.

espinafres

Na rúcula-bebé.

rúcula bebé

Nos coentros da Beatriz.

coentros

E na erva-cidreira.

erva-cidreira

Cultivamos a terra, prestamos-lhe o nosso culto e (re)adquirimos conhecimentos partilhados por gerações passadas.

Falamos com as plantas, fascinamo-nos com a germinação das sementes e reflectimos sobre o milagre da (nossa) vida enquanto cuidamos do que nos vai alimentar e fazer parte de nós.

Respeitar o ciclo das plantas (-nos) é o primeiro passo para ser “culto” (com e sem aspas).