Frasco de Memórias

“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Tarte Brigadeiro

Quarta-feira é dia de reunião no trabalho e é dia de lanche.

A minha vez chegou e o meu forno (novo) estava estragado.

Pensei logo numa tarte de brigadeiro que andava na minha cabeça há algum tempo. Como tenho a mania do saudável, nunca tinha concretizado a ousadia até que surgiu a oportunidade perfeita.

Tentei dar-lhe uma roupagem mais leve, mas a verdade é que não ficou propriamente light.

Tarte de brigadeiro com frutos vermelhos

Base:

-1 pacote de bolachas de aveia integrais;

-2 colheres de sopa de manteiga derretida;

-2 colheres de sopa de cacau 100%;

-um pouco de leite.

Desfazer as bolachas e misturá-las com os ingredientes.

Forrar uma base de tarte com papel vegetal e pressionar esta mistura com o fundo de um copo, para que fique bem compacta.

Guardar no frigorífico 30 minutos.

Creme:

-2 latas de leite condensado magro;

-1 tablete de chocolate negro com sabor a limão (ou a menta);

-gengibre desidratado ralado.

Cozer o leite condensado durante 5 minutos sem parar de mexer.

Aromatizar com gengibre.

Deixar derreter o chocolate e apagar depois de estar um creme homogéneo.

Colocar sobre a base e deixar solidificar no frigorífico.

Cobertura:

-300g de frutos vermelhos e 100g de açúcar.

Cozer os frutos vermelhos e juntar o açúcar e casca de limão.

Enfeitar a tarte com esta calda e com frutos vermelhos (crus).

Fiquei com vontade de experimentar outras variações desta receita base mas, por motivos óbvios, é melhor só fazê-la esporadicamente.

 


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Tempos Modernos

É tão perturbador ter tantas solicitações: tantas redes sociais diferentes, tantos vídeos inspiradores, tantos textos e entrevistas online, tantas imagens para inspirar, …

E eu com tanto para fazer, livros para ler, horas para dormir!

Estranhos (e perigosos!) tempos os nossos, especialmente para quem não é disciplinado e tem um carácter disperso!

Mas se não fosse o Youtube, eu não conhecia a Lizz Wright…

 

 


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Gratidão

Li no blog Eu não sou os outros uma ideia que pretendo concretizar com a Beatriz: construir um caderno de gratidão que reúna os melhores momentos da semana.

Focar o lado positivo da vida é um treino: como se sabe, nem sempre as pessoas mais felizes são aquelas que têm vidas mais fáceis.

E eu quero que a Beatriz seja Feliz!

Obrigado a todos capa

O livro Obrigado a todos que trouxemos da Biblioteca é um bom início para o exercício Be Positive!

Obrigada a todos p1

Para além de ter a ideia construtiva e verdadeira de que aprendemos com todas as pessoas que nos rodeiam!

 

Obrigada a todos p2

Obrigado a todos p3

Obrigada a todos p4

Obrigado a todos p5

Obrigado a todos p6

Salienta, de uma forma acessível, que a oportunidade de aprender é a maior bênção que devemos agradecer todos os dias!

Obrigado a todos p7

Escrito por Isabel Minhós Martins.

Ilustrado por Bernardo Carvalho.

Editado por Planeta Tangerina.

 

 


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À mesa

a vida é uma festa kingfolk

Conviver à mesa faz parte da nossa tradição latina.

vamos festejar

kingfolk table

Com a agenda lotada de afazeres, adio constantemente a concretização dos convites que faço quando estou mais livre e, portanto, mais lúcida.

E logo eu que gosto tanto de festejar e receber em casa.

table kingfolk

kingfolk table

A última grande, grande festa foi o terceiro aniversário da Beatriz.

Muitos amigos ainda suspiram ao recordar a festa: não pela elaboração das mesas mas pela Felicidade que partilhámos.

Depois disso, houve convites imprecisos, comemorações pequenas, promessas de inaugurar o quintal e muitos “este fim-de-semana não consigo!”…

mesa kingfolk

mesa de campo

kingfolk mesa

mesa das sobremesas

mesa das crianças

mesa com amigos

Mesas de sonho de quem sabe bem o que é o mais importante da vida: De Alma e Coração.

servir o pão

servir na lata

boas-vindasE ideias muito criativas para concretizar o plano festivo!

 

 


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Generation Gap

Filha: -Que máximo!

Mãe: -Credo!

sauvage_dior_johnny_depp

Acho que este estilo masculino provoca reacções antagónicas e extremadas.

Eu sou o público alvo desta campanha: atingida em cheio!

Como ando em onda de anéis, ainda encontrei estes, LHN, feitos à mão, em Nova York.

LHN LHNRings LHN-rings rings men

“O máximo!” ou “Credo!”?


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Travel

Travel

A Carmen é minha amiga e é muito bonita.

Para além disso, é a responsável pela entrada do baton vermelho na minha vida, a par de algumas reflexões que provocaram mudanças bem mais importantes do que esta…

É fã do Instagram, que eu apenas espreito, porque já sou demasiado dada à dispersão.

Pedi-lhe para selecionar imagens inspiradoras.

Ora vejam:

vestido sem costas 2016Let´s go!

vestidos de verão 2016

vestido branco 2016

blusa bordada

 

vestido branco comprido look festival

white total

vestido branco

Duas contas inspiradoras:

Sefa Yamak

Discover Globe

A conta da Carmen:

Maria Mendes

 

Sefa Yamak Líbia

Discover Globe

Sefayamak Photo

Estas últimas imagens são das contas registadas.

 


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A casa que voou

A T. desenha casas e ofereceu-nos este livro.

capa a casa que voouA Beatriz já sabe que há casas com rodas, mas não sabe que há casas que, inesperadamente, podem ganhar asas e voar.

Mas a verdade é que pode acontecer.

Têm olhado para o céu ultimamente?

a casa que voou pag 2

Muitas vezes nós voamos com elas e recomeçamos a vida noutra latitude, mas também pode acontecer a casa levantar voo sem nós.

a casa que voou pag 1

Só nos resta tentar solucionar a questão pelas vias que conhecemos e que prometem resolver todos os nossos problemas: gabinetes e repartições de apoio ao cidadão.

a casa que voou pag 4

a casa que voou pag 3

E quando não conseguimos resolver-nos pela via burocrática?

Reflectimos se não haverá um sentido no voo da casa…

Não será melhor acompanhá-la?

a casa que voou pag 5

Não poderá a casa mudar a nossa vida?

Não nos transmite mensagens que nem sempre queremos ouvir?

Davide Cali escreve um livro com duplas leituras.

A Beatriz fica a desejar que a nossa casa voe.

Eu, especialmente sensível ao tema da casa-lar, fico a pensar…

As ilustrações são da premiada ( na Feira do Livro de Bolonha, 2014) Catarina Sobral!

A editora: Planeta Tangerina.

 


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Vento

Quando teci algumas críticas, alguns alentejanos riram-se coniventes, outros não se reviram nelas.

É legítimo; generalizar é sempre errar.

A minha percepção sobre a realidade é apenas isso: não é a verdade.

 

O facto de nascermos numa planície seca (Estremoz) ou à beira-mar (Figueira da Foz) entranha-se nos ossos:

alguma parte da medula dos nossos antepassados passa para a nossa;  mais até do que gostaríamos de reconhecer, nesta era tão marcada pela ciência e pela tecnologia.

Provavelmente, num clima hostil e num solo árido, os nativos tiveram de ser mais cautelosos e discretos para sobreviver;

junto à costa, tiveram de ultrapassar o medo, enrudecer, para se atirarem ao mar.

Viver nesta cidade pequena no interior de Portugal tem vantagens e desvantagens, segundo esta beirã:

1- Conduzir na cidade é   d e v a g a r. O condutor da frente pode até parar, abrir a janela e conversar com um conhecido. Quem vem atrás espera. Se no início, cheguei a buzinar, irritada, agora percebi que eu é que estava errada. Sem ironias! Aonde iremos nós sempre com tanta pressa?

2- A pontualidade é apreciada, mas também ninguém perde as estribeiras se nos atrasarmos. Para quem não usa relógio, isso é maravilhoso!

3- A oferta cultural é quase inexistente. Nós aproveitamos tudo o que há: somos ouvintes residentes da história mensal da Biblioteca, visitamos o Centro de Ciência Viva e vamos todos os meses ao cinema, na única sessão de filmes infantis que existe (os bilhetes esgotam com semanas de antecedência!).

4- Conseguimos ir ao estrangeiro todos os meses. Badajoz é aqui ao lado… e já tem, definitivamente, outra movida.

coca cola badajoz

Uau! Um centro comercial!

Uau! Um centro comercial!

5- Acontecimentos simples como o Circo ou insufláveis no Rossio fazem as alegrias dos pequenos de uma forma que não acontece numa cidade com muitas solicitações.

insuflável

6- Há frutas, legumes frescos e ervas aromáticas todos os dias no largo junto à Câmara. Assim dito parece estranho, mas é verdade.

câmara perfumada

favas no mercado

7- Também há póneis e cabras na zona histórica. E não pertencem ao Circo…

ponei no castelo

8- Há muitos edifícios com história, como conventos ou muralhas num estado tão degradado que parece que a cidade não zela pelo seu passado: fazem parte da paisagem e só quem vem de fora se espanta com o seu estado. A Figueira agradecia parte destes monumentos,  sinceramente, temos poucos.

9- Por outro lado, as casas particulares estão sempre caiadas e asseadas. Que bonitas!

10- É bom ver a Beatriz crescer num ambiente tranquilo e protegido, mas pergunto-me se não lhe fará falta contactar com outros estilos de vida e deparar-se com a diversidade.

11- Sim, a forma de vida é formatada; talvez por ser um meio pequeno parece evitar-se a diferença, o arrojo ou a audácia.

12- Quem chega de novo sente pressão (acredito que exercida de forma inconsciente) para integrar-se… dentro dos parâmetros vigentes.

Talvez seja uma consequência da planície seca que se entranhou nos ossos e pede delicadeza mas também conformismo…

Ou talvez seja um sinal do vento forte que me passou pela cabeça desde que eu nasci!