“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Andar

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-Queres andar comigo?

-Quero!

Estávamos no final dos anos 80 e era o início da minha primeira história de amor.

Eu tinha 14 anos, era bem-comportada e observadora.

Ele tinha 15 anos, era um moreno bonito, meigo, repetente e já fumava.

Queríamos “andar” um com o outro e, na inocência instintiva da adolescência, éramos lúcidos.

Poucos meses depois, descobri que ainda tinha muito para observar e que não queria “andar”.

Disse-lhe, ele ficou triste, disseram-me que bebeu demais nessa tarde, como qualquer adolescente magoado dos anos 80.

Mais tarde, a adolescência ficou para trás e gritaram-me que os adultos não “andam”; isso é de quem é estouvado e imaturo. Os adultos casam.

Fim de lucidez!

Infelizmente, não há modelos pré-definidos para quem é “estouvado e imaturo”.

Tive de descobrir por mim.

Com dor, introspecção, honestidade, respeito, liberdade e rebeldia.

Até perceber que o meu Amor sufoca com convenções ou instituições.

O vínculo do meu Amor é apenas o próprio Amor.

Que seja eterno!

Ou que seja Honesto e dure enquanto houver Amor…

Pillery_Teesalu_Imperfectreflecton

O seguinte texto explica bem o que sinto.

“Entre as coisas que distinguem a vida sentimental dos seres humanos está também a modesta, mas não irrelevante, diferença entre quem tem a vocação de “andar com” e de quem tem, por sua vez, a de “estar com”. A primeira tem uma dignidade moral que supera a segunda.

“Andar com” é um eros claro e honesto, que não promete falsamente, nem a si próprio nem aos outros, uma duração, nem simula a partilha do bem e do mal da existência – como se se tratasse de um casamento ou de uma união completa, profunda e duradoura – e, precisamente por este franco desencanto, pode também transmitir ternura, afeto e amizade destinados a durar além do breve encontro.

“Estar com”, ao invés, é frequentemente a auto-enganatória paródia do casamento, significa partilhar a existência durante seis meses ou um ano, mas com todas as obrigações e as regras do casamento: fidelidade recíproca pro tempore, um casal fixo que deve ser convidado em conjunto, coabitação, laços de família a tempo determinado incluindo sogros e sogras, simulação melancólica ainda que sincera de serem uma só carne, incapacidade de viverem sozinhos. “Estar com” é bem diferente de reconstruir uma existência ou fundar uma nova união sentimental depois do falhanço ou, todavia, do fim de uma relação precedente, interrompida pela incompreensão, pela morte, pela incompatibilidade ou pelo esgotamento afetivo. “Estar com” é a programação, consciente e inconsciente, de muitos sucessivos mini-casamentos, já previstos a priori.

A minha vizinha tem um rosto terno e temerário; na sua boca não existe nem uma prega acídula gravada pela presunção agressiva, nem tampouco a repulsiva dureza muitas vezes esculpida, em certas classes, pelo hábito e sobretudo pelo desejo de sublinhar a própria pertença aos Senhores. Com aquele rosto, que se intui ser capaz de paixões e de ternura, aquela mulher merecia um verdadeiro companheiro ou o amante de uma noite, em vez de um namorado, como se costuma dizer quando se “está com”, recorrendo a uma palavra que, já como prelúdio aos casamentos de outrora, soava a qualquer coisa bastante insulsa.”

Cláudio Magris, Instantâneos

Pillery_Teesalu_Imperfect_reflection_IGNANT

Um texto lúcido e esclarecedor que a minha prima do coração me revelou do blog Delito de Opinião

Imagens com o sugestivo título “Imperfect reflection”, de Pillery Teesalu, descobertas no IGNANT.

 


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Realidade

steph_angelis hwtf

Durante o Renascimento, a beleza feminina era estereotipada, uma beleza irreal e idealizada, tal como diz Maria Leonor Buescu, Literatura Portuguesa Clássica:

“A descrição dos atributos físicos anuncia o convencionalismo de uma beleza que tende para o estereótipo: claros olhos, louros cabelos, tez branca, faces rosadas.

Ao mesmo tempo, a mulher amada é caracterizada por uma seriedade clássica, por vezes fria no acolhimento das homenagens de amor, por doce riso, um gesto brando e sossegado.

Esta mulher encarna e, por assim dizer, simboliza a teoria platónica do amor ideal e inacessível e representa a imagem clássica de Vénus, a qual […] Camões converterá nas imagens plurais do seu universo vivencial. ”

 

Camões, como homem genial e viajado (17 anos por terras, na altura, tão exóticas, como Moçambique, Macau ou Índia), destacou-se e cantou a pluralidade da beleza feminina, por exemplo, nas trovas à escrava Bárbara: “Aquela cativa“.

steph_angelis mulher nua e ventoinha

Também Shakespeare (1564-1616) deseja uma mulher imperfeita, mas real.

Canta essa mulher de “carne e osso” neste poema:

“Minha amante nos olhos o sol não tem,

mais rubro é o coral que a sua boca,

se a neve é branca, o peito é escuro e bem,

se há toucas de oiro, negro fio a touca.

Vi rosas brancas, rubras, damascadas,

não tem rosas na face, ao contemplá-la,

e há essências que são mais delicadas

do que o bafo que a minha amante exala.

Gosto de ouvir-lhe a voz, contudo sei

da música mais doce afinação;

e uma deusa a passar jamais olhei,

a minha amante a andar põe pés no chão.

Creio no entanto o meu amor tão raro

quão falsas ilusões a que comparo.

William Shakespeare, Os Sonetos de Shakespeare, trad. Vasco Graça Moura

steph_angelis hwtf 2018

São assim os génios, destacam-se do grupo e respiram o ar do Futuro!

De um Futuro que ainda não veio!

Nós, cinco séculos depois, começámos a discutir a falta de sentido da beleza padronizada, cada vez mais tirana desde que todas as imagens publicadas são editadas.

Imagens da ilustradora Stephanie Deangelis, encontradas no HWTF.


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Feministas

Feminista: [aquele ou aquela] que partilha das ideias que preconizam a equiparação dos direitos das mulheres aos dos homens.

Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de Lisboa

Os [ ] foram acrescentados por mim, porque nos últimos tempos tenho sentido que, se me assumo como Feminista, sou conotada como:

-“uma infeliz que tem raiva dos homens” (e tenho, de facto, de alguns misóginos);

-uma alucinada que quer gritar na rua palavras de ordem (vou, se sentir que é o momento);

-alguém com a ideia da perseguição, porque isso das mulheres não terem os mesmo direitos dos homens é de outros tempos e de outros espaços;

-uma ignorante, porque na “nossa cultura é natural que seja a mulher a assumir a maior parte das tarefas domésticas” .

Não sei de onde veio esta conotação negativa do Feminismo;

não sei se está ligado com o facto das minhas bisavós feministas terem ido gritar para a rua para eu poder hoje votar ou receber o mesmo ordenado que ganha um homem pelo desempenho da mesma função, ou poder divorciar-me ou viajar sozinha.

Não sei se está relacionado com o facto das feministas terem adoptado um discurso agressivo contra os homens que estavam no poder e a quem, durante séculos, tentaram apresentar reivindicações, delicadamente… e sem sucesso.

Estará relacionado com a recente questão americana Me to?

Será porque os homens estão a sentir-se ameaçados?

Eu, pessoalmente, não estou a conseguir situar-me bem, tendo em conta o desconforto dos homens acerca desta temática.

O Feminismo não é uma questão das mulheres; é uma questão de dignidade social.

O ponto está na igualdade e liberdade de homens e mulheres:

Igualdade de escolhas, de oportunidades, de deveres e de direitos.

No mundo como eu o vejo, todos devemos abraçar esta luta e enraivecer-nos quando um ser humano é desvalorizado ou humilhado por questões de género.

Feminista

Este texto da Paula Cosme Pinto, infelizmente, fala de números que deviam envergonhar-nos enquanto humanos.

“Março de 2017: “As mulheres são mais fracas, mais pequenas e menos inteligentes” do que os homens e por isso “devem ganhar menos”, palavras ditas por um deputado em pleno Parlamento Europeu, num debate sobre a demografia. Sim, em 2017.

Junho: Uma mulher dá à luz uma criança sem vida em El Salvador. A gravidez resultara de uma violação, mas ela não teve direito a abortar. O seu atacante não foi preso pelo crime de abuso sexual, mas ela recebeu uma sentença de 30 anos de prisão pelo aborto espontâneo, uma vez que não procurou ajuda médica imediata mal teve as primeiras contrações. Tinha, alegou a acusação, intenção de matar a criança.

Setembro, interior do Brasil: Uma miúda de treze anos foi brutalmente espancada pelo pai por ter tido relações sexuais pela primeira vez. Levado a tribunal, o homem foi absolvido pelo juiz, que considerou que tudo não passou de um mero “exercício do direito de correção” do progenitor sendo ela menina. ”

Outubro, em Portugal: “O adultério da mulher é um atentado à honra do homem”, lê-se num acórdão proferido pelo Tribunal da Relação do Porto, referente a um caso de violência doméstica.

Dezembro: relatos de ONG’s no terreno revelam que as mulheres da minoria rohingya estão a ser continuamente violadas e torturadas por soldados birmaneses. Dois meses depois, sabe-se que funcionários humanitários, que operam em nome das Nações Unidas e de diversas organizações internacionais de caridade, obrigaram mulheres e meninas Sírias a trocar favores sexuais por ajuda humanitária, como comida ou boleias.

Fevereiro 2018: mais de 30 mulheres iranianas são presas por ousarem retirar o hijab em público e ficarem com os cabelos à solta. O que lhes está a acontecer às mãos da polícia ninguém sabe. […]

Bom, mas se estes exemplos, vindos de zonas tão diferentes do mundo, mesmo assim não chegam para perceberem a necessidade de ainda termos de falar especificamente de direitos das mulheres, então vamos a números:

Sabiam que 1 em cada 3 mulheres de todo o mundo é vítima de agressões físicas, psicológicas e sexuais, pelo simples facto de ser mulher?

Ou que, todos os anos, 15 milhões de meninas e adolescentes são obrigadas a casar, o que dá uma média de 28 meninas por minuto?

E têm noção de todos os anos, mais de 5 mil mulheres e raparigas são mortas nos chamados crimes de honra, regra geral cometidos pelos pais, irmãos ou maridos?

Ou que 8 mil raparigas estão em risco de sofrer mutilação genital diariamente?

Feitas as contas, são três milhões de meninas por ano, leram bem. Por cá, foram registados 80 casos entre 2016 e 2017 .

No que toca ao tráfico humano, sabiam que mais de 70% das vítimas são mulheres e meninas, sendo que 3 em cada 4 são depois alvo de exploração sexual? E que feitas a contas às mulheres assassinadas no mundo, mais de metade foram mortas por homens com quem mantinham relações de intimidade?
E para terminar, vamos falar de dinheiro, trabalho e liderança: lembram-se que o Global Gender GAP Report 2017 do FEM revelava que ainda vamos demorar 217 anos até que a igualdade laboral entre homens e mulheres seja uma realidade.”

– – –   – – –

Podemos ficar os próximos 217 anos a discutir estas questões e a tentar ultrapassá-las,

ou podemos continuar a dizer que as feministas (como eu) são uma histéricas com a mania da perseguição e, daqui a 200 anos, os nossos tetranetos ainda estarão a lidar com estes problemas, em vez de estarem preocupados em escolher líderes inteligentes, criativos e bondosos (independentemente do sexo, bem entendido).

– – –   – – –

Chimamanda Ngozi Adichie fala da importância de ser educado para o feminismo e de como homens e mulheres só têm a ganhar com a mudança, neste vídeo.

“O problema do género é que ele acaba por determinar quem devemos  ser,

em vez de reconhecer quem somos.

Sem a expectativa de género, podemos ser livres.

Somos biologicamente diferentes, mas o facto dos homens não se preocuparem com esta questão é parte do problema; estamos a falar de metade da humanidade.”

– – –   – – –

No meu dia-a-dia, há questões que embora bem menores diminuem a qualidade de vida das mulheres portuguesas e reduzem a sua disponibilidade para o ócio, para a política, para a cultura, para o trabalho, para os amigos.

As mulheres portuguesas gastam três vezes mais horas do que os homens na lida doméstica: elas despendem, por semana, vinte e seis horas, eles apenas sete, o que dá uma diferença de dezanove horas semanais, uma média superior à europeia. As portuguesas continuam a ser exploradas, como se nada se tivesse passado desde o momento, na década de 1960, em que a minha geração ergueu a bandeira da emancipação feminina.”


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Lovers

“Como todas as grandes criações do Homem, o amor é duplo:

é a suprema ventura e a desgraça suprema. […]

Em todos os amores, sem excepção, aparecem esses contrastes, embora quase sempre menos violentos. Os amantes passam sem cessar da exaltação ao desânimo, da tristeza à alegria, da cólera à ternura, do desespero à sensualidade.

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O grande perigo que espreita os amantes, a armadilha mortal em que muitos caem, é o egoísmo. O castigo não se faz esperar: os amantes não vêem nada nem ninguém que não seja eles mesmos até que se petrificam… ou se detestam. O egoísmo é um poço. Para sair para o ar livre, há que olhar para além de nós mesmos: lá está o mundo e espera-nos.

O amor não nos preserva dos riscos e desgraças da existência. Nenhum amor, sem excluir os mais tranquilos e felizes, escapa aos desastres e desventuras do tempo. O amor, qualquer amor, é feito de tempo e nenhum amante pode evitar a grande calamidade: a pessoa amada está sujeita às afrontas da idade, da doença e da morte.

O amor também é uma resposta: por ser tempo e ser feito de tempo, o amor é, simultaneamente, consciência da morte e tentativa de fazer do instante uma eternidade.

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O amor é intensidade e por isto é uma dilatação do tempo: estica os minutos e alonga-os como séculos. O tempo, que é medida isócrona, torna-se descontínuo e incomensurável. Mas após cada um desses instantes sem medida, voltamos ao tempo e ao seu horário: não podemos escapar da sucessão.”

Octavio Paz, A Chama Dupla: Amor e Erotismo 

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Imagens: IGNANT, da fotógrafa Maud Chalard


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Maturidade

A propósito de maturidade tardia, constato que vivemos hoje numa esquizofrenia que oscila entre a juventude, que se quer eterna e irreverente, e a maturidade precoce que exigimos aos nossos jovens: têm de ser responsáveis e tomar decisões para a vida aos 15 e aos 18 anos.

Como se fosse possível tomar decisões em consciência com esta idade!

Mais incrível ainda: nós, adultos, desejamos que eles não se enganem na escolha e que não percam tempo nesta escolha!

De facto, poucos são os pais ou professores  que consideram natural que o adolescente tenha de parar um ano ou que sinta necessidade de repetir o caminho por outra via, devido a uma escolha precipitada.

Até nestes momentos que exigem reflexão e ponderação, nós parecemos o Coelho Branco da Alice: “É tarde! É tarde!”.

we´re all mad

Ora, aos 15 anos, eles entram na sala de aula agitados, quase tão eufóricos como quando saem.

Elas conversam, antes de ocuparem os lugares e partilham risadinhas, vivências e músicas.

Eles engalfinham-se, roubam os lápis como na primária, riem alto demais e correm na sala, antes de uma voz os fazer sentar.

Elas irritam-se com eles e nem se riem das piadas que eles desesperadamente lançam.

Algumas já têm um ar tão maduro que me surpreendem… é verdade!

Outras ainda pensam e escrevem como meninas de 11 anos.

São 30 ritmos diferentes que tentam acompanhar a adulta que, na maior parte das vezes, lhes sorri, mas que, sempre, se angustia quando algum não consegue acompanhar o grupo.

Afinal, é a maturidade que permite a concentração, a interpretação, a abstração, o pensamento, a estruturação do discurso.

Sem alguma maturidade, quase nada se aprende. A cabeça viaja para bem longe e o olhar silencioso é só mais uma mentira que sabem que é permitida no mundo dos crescidos.

Vivemos no mundo dos objetivos, da uniformização e da aceleração e quem não é igual, muitas vezes só porque ainda é criança, não acompanha, não atinge as metas e é marginalizado pelo sistema.

Dizemos que as crianças são maravilhosas, mas exigimos que cresçam aos 6 anos, aos 10, aos 15 e aos 18!

Quando a Beatriz iniciou o primeiro ano, dei comigo a dizer que a Beatriz era muito infantil!

Aos seis anos…

Que estranho mundo, não é?

 

 


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Paz

Amadurecer é conseguir uma serenidade (que no meu caso veio tarde…) que nos permite sentir um enorme bem-estar quando se está só.

Amadurecer é procurar o outro só para ser mais feliz e porque se quer fazer o outro mais feliz.

Amadurecer é aceitar que, se não forem preenchidos estes requisitos, não vale a pena estar com…

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Amadurecer é aceitar que há um momento em que temos de afastar-nos de quem não nos faz bem ou não nos traz nada;

quer seja um amor, um amigo ou um familiar.

É duro!

É preciso enrijar, como sempre ouvi dizer aos mais velhos, e dizer “adeus”.

Ter humildade para assumir a nossa impotência, não insistir e deixar ir.

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Para nossa protecção!

 

No meu amadurecimento tardio (ou devido a este amadurecimento tardio?), percebo que crescer é reconhecer que nem todos os dias são de certezas.

Desejo, todavia, que todos os meus dias estejam mais perto da paz…

Para isso tenho apenas de tocar em quem me faz bem, balanceando o apego e o desapego… todos os dias.

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A performance das imagens chama-se “Birth: a dance piece that explores the tension and chaos of new beginnings”!

Que todos os dias sejam dias de nascer algo de bom em nós!

IGNANT


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Muffin de cacau

Há muito tempo que não partilhamos uma receita.

A verdade é que a cozinha anda muito funcional:

cumpre a sua função de local de preparação de alimentos, mas não tem havido tempo para chinelar e adoçar os dias!

Que tristeza!

Neste fim-de-semana, aproveitamos uma prenda boa, a Cozinha com Ciência , e fizemos muffins!

muffin cacau.jpg

Ingredientes

200g de farinha de trigo

300g de farinha de trigo integral

300g de açúcar mascavado

100g de cacau puro

pitada de flor de sal

500ml de leite

200g de manteiga derretida

Numa taça grande, misturam-se os ingredientes secos.

Acrescentam-se o leite e manteiga derretida.

Mistura-se muito bem, mas não é preciso bater.

Coloca-se a massa nas formas untadas.

Cozem em forno a 180ºC durante 25 minutos.

Já está!

A receita foi adaptada do manual, mas aprendemos o seguinte:

“O fermento químico é composto por bicarbonato de sódio, ácido (frequentemente ácido tartárico) e amido. Quando colocamos o bicarbonato (que é uma base química) a reagir com o ácido, ocorre a libertação de álcool e dióxido de carbono dentro da mistura, provocando a formação e retenção de bolhas de ar, e o crescimento e aumento de volume da massa. O amido é responsável por absorver humidade do ar, para que o teu muffin fique fofinho e não fique seco.”