“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).

The Slow Traveler

2 comentários

O Blog The Slow Traveler da fotógrafa Carolyn foi uma descoberta muito recente e providencial.

Com tempo disponível e com a nossa humanidade em risco (tanto ou mais do que a nossa saúde), há que resgatar o melhor de nós: a capacidade de superarmos o nosso natural (mas primitivo) umbiguismo e de nos abstrairmos da dureza quotidiana através da arte.

Uma das artes que tenho descurado é a fotografia.

O Instagram, o meu queridinho social, invade-me de tal maneira que sinto-me pequena, desajeitada e redundante, a nível fotográfico.

Encaro o blog da Carolyn como um gatilho para eu sair desta letargia. Para além da motivação decorrente do seu discurso positivo e entusiástico, cheio de ideias, a Carolyn acrescenta-lhe dois dos meus ingredientes de vida predilectos: os livros e as viagens.

A autora partilha também muitas dicas que não envolvem tecnologia para tirar boas fotos:

1- Leva a máquina sempre contigo: felizmente, hoje em dia, com telemóveis com óptimas câmaras fotográficas, todos temos a máquina fotográfica, literalmente, sempre à mão.

2- Tira fotografias todos os dias: predispõe-te a melhorar e pratica diariamente. A minha primeira falha: quando andamos com o botão da rotina ligado, não vemos nada para além de tarefas e metas, logo nada nos parece suficientemente interessante para ser registado. Ora esse pressuposto não é verdadeiro: as fotografias que mais me atraem reflectem, muitas vezes, situações do dia-a-dia.

3- Aprecia as fotografias dos outros: fixa os detalhes que te impressionam. Este trabalho de casa faço com muito prazer!

4- Abranda o teu ritmo e observa: sai para a rua, passeia, espera pela luz favorável; são esses os pormenores que distinguem uma fotografia boa de uma fotografia perfeita. Não é agora a altura ideal para passear na cidade, mas os passeios solitários pela serra e mesmo pelo quintal escondem pormenores únicos.

5- Estuda as tuas imagens: sê o teu maior crítico, sê minucioso e honesto.

Preciso de seguir estes conselhos para voltar a tirar fotografias, mas também preciso de seguir estes conselhos para olhar (e ver) em volta e, por conseguinte, viver melhor.

Votos de uma quarentena tranquila e muita perseverança para enfrentarmos o que traiçoeiramente se aproxima de nós: vírus, medo, egoísmo e fraquezas humanas!

Autor: Frasco de Memórias

http://frascodememorias.com

2 thoughts on “The Slow Traveler

  1. Pouco tenho saído as ruas aqui em Sampa… entramos no modo quarentena depois que as notícias alarmantes começaram a chegar. O governo brasileiro está em surto e acha que está tudo bem, acredita inclusive que não existe pandemia… gente mentalmente instável.
    Enfim, quando saio com a minha dog, levo o celular comigo e faço fotos das ruas vazias de pessoas, de carros, apenas as motos circulam devido ao delivery. O medo tomou conta do bairro. Mas, vamos superar tudo isso porque somos uma raça muito teimoso.

    Amei o seu post, eu acompanho vários no instagram e no pinterest. Vejo muitas fotos e sempre guardo detalhes. São poesias instantâneas.
    bacio

    • Tempos difíceis para todos, Lunna!
      Não percebo o que aconteceu com o continente americano. Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos entraram em negação quando a Ásia e a Europa já estavam em guerra com este vírus. O s governantes deviam ser pessoas com a capacidade de perspetivar o futuro, não foi o caso.
      Adorei a ideia das fotos serem “poesias instantâneas”! Que metáfora maravilhosa!
      Bacio e muita força!

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