“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Eliete

A Eliete tem quarenta e dois anos e uma vida aparentemente comum, uma “vida normal”, como escreve Dulce Maria Cardoso, na capa do seu último livro.

Quarenta e dois anos e uma “vida normal”… tal como eu.

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“Quando acabei de me maquilhar no espelho da casa de banho e me vi depois no de corpo inteiro, fui surpreendida por uma mulher atraente. Não me pareceram trágicas as marcas dos mais de quarenta anos de vida, admirei o meu cabelo forte, apesar de saber as suas raízes a embranquecerem, e agradou-me que as rugas dessem algum mistério aos meus vulgares olhos castanhos. Fiz passar com vagar o indicador direito ao longo do contorno do meu rosto que, ao começar a indefinir-se, ganhava finalmente caráter. Descobri, como quem entrevê um velho conhecido ao longe, as minhas feições de jovem adulta. A jovem adulta que fora igual a milhões de jovens adultas de beleza mediana dera lugar a uma mulher que carregava uma história, e a minha história distinguia-me de qualquer outra. Até o dente torto que tanto me atormentou se afirmava agora único entre os sorrisos certos e demasiado brancos das clínicas de implantes espanholas. Não cheguei a enterrar o machado de guerra, mas aceitei as tréguas que o meu corpo a envelhecer me oferecia, se não nos podíamos separar teríamos de pelo menos arranjar maneira de ficarmos em paz, e quanto mais unidos estivéssemos mais imbatíveis seríamos perante os outros.”

Num arrebatamento saudável mas infantil, só me ocorre dizer que Dulce Maria Cardoso é, neste momento, a minha escritora preferida!

Sérgio de Almeida Correia argumenta no Delito de Opinião!

 


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Disfarces

Nos dias que correm, qualquer figura pública publica um livro.

Infelizmente, nos dias que correm, o comum mortal é elevado ao estatuto de figura pública apenas porque aparece na televisão ou no youtube.

Ora nós sabemos que surgem as mais incríveis nulidades e aberrações na televisão e no youtube….

Mais espantoso ainda é que quem escreve um livro intitula-se escritor.

O total absurdo acontece quando os restantes o legitimam e também lhe chamam escritor.

A palavra banalizou-se e, há bem pouco tempo, ouvi dizer que o Gustavo Santos era escritor. O meu queixo caiu… e ainda lá está!

 

Mas o que é um escritor?

Não é, definitivamente, quem escreve livros.

A minha definição favorita é de Simone de Beauvoir:

O escritor original, enquanto não morre, é sempre escandaloso“.

Mário de Carvalho salienta a função do escritor:

“O escritor faz um trabalho raro e único.

O escritor, tal como os outros artistas, é o garante de uma identidade nacional.

Todos os artistas que lidam com os sonhos dos homens merecem ser reconhecidos e mais bem remunerados que um gestor.”

Bobby-Mandrup_IGNANT

Infelizmente, só um país com pouca formação literária pode usar a designação “escritor” indiscriminadamente.

Como não tenho por hábito aderir a folias carnavalescas, há dias em que acho mesmo que preciso de um cigarro!

Este é do fotógrafo Bobby Mandrup.


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Despir

Oswald de Andrade foi-me apresentado há mais de vinte e cinco anos, na FLUC, pela professora Maria Aparecida Ribeiro. Na altura, pouco ou nada sabia acerca de literatura brasileira: conhecia Jorge Amado, Cecília Meireles e, claro, os poemas musicados de Vinicius de Moraes.

No início dos anos 90, naquela Coimbra sossegada, estranhei Oswald de Andrade.

Muito!

Não percebia o que lia, mas sentia o arrepio do que era tão novo, inaugural!

figura-so-tarsila-do-amaral-1930

Oswald de Andrade provocou esse desconforto em mim e em toda uma sociedade que, algumas décadas antes de mim,  não estava preparada para os modernistas.

Nem aqui, em Portugal, nem no Brasil.

Com os modernistas, a poesia saía, finalmente, do pedestal e misturava-se com a vida; brincava, ganhava cor e provocava, com estridência!

A necessidade de fracturar, de descolar de tudo o que já tinha sido feito era o mote e, nesse sentido, a literatura brasileira sentia essa urgência de forma bem mais intensa do que em Portugal! Era preciso que os brasileiros encontrassem a sua voz e se separassem, ainda que de forma violenta, do cânone literário europeu e português!

Eu quero fazer um poema

De flores de papel

Laranja azul encarnado

Branco e verdeamarel!

Oswald de Andrade diagnosticou o grande problema daqueles que (ainda hoje) se julgam donos da língua, da literatura e da arte.

Erro do Português

Quando o português chegou

Debaixo de uma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena!

Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

o português!

Oswald de Andrade diagnosticou um problema muito português, sem dúvida!

O quadro é de Tarsila do Amaral, artista que fundou, com Oswald de Andrade, o Movimento Antropofágico, o movimento que queria deglutir, engolir a cultura europeia, que era a cultura vigente na época, e dar-lhe a cor e o som do Brasil.

 

 

 


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Va-va-voom

Va-va-voom: The quality of being exciting, vigorous, or sexually attractive.

Violette é a minha última girl crush.

É representante da marca Estée Lauder e a sua última colecção de maquilhagem para a marca tem o sugestivo nome: La Dangereuse.

Sigo-a no Instagram e vejo os vídeos no Youtube.

Somos amigas, portanto…

Violette usa as expressões va-va-voom e je ne sais quoi  e fala para mim (e para todos os seguidores) com elegância e familiaridade, o que é muito cativante.

Este vídeo é com a sua amiga Marnie e é um dos meus favoritos.

Este é o filme da campanha de lançamento do seu perfume: Baisers de Jasmin.

Com a Violette como protagonista!

 


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O amor bate na aorta

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O AMOR BATE NA AORTA

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme do Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.

Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca,
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender…

Carlos Drummond de Andrade

 

 


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Utopia portuguesa

Depois de ter lido sobre a utopia de Robert Owen, em Inglaterra, fiquei muito curiosa relativamente à utopia realizada por José Ferreira Pinto Basto (Porto, 1774 – Lisboa, 1839).

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Em Portugal, no século XIX, as circunstâncias históricas, políticas e económicas eram completamente diversas das inglesas. A industrialização tardou a chegar ao nosso país: a nossa actividade industrial era  predominantemente tradicional (ferrarias, tecelagem de lã, saboarias, indústria de seda, olaria, ourivesaria, chapéus, tapetes), e estava inserida num quadro rural.

Na primeira metade do século XIX, destacavam-se como centros industriais apenas Lisboa, Porto… e Ílhavo! A fábrica da Vista Alegre foi fundada em 1824 e veio a tornar-se a mais importante fábrica de porcelanas da Península Ibérica.

ilustradores-internacionais-prato-redondo-serge-bloch Vista Alegre

Quem era Ferreira Pinto Basto?

Era um grande proprietário de Cabeceiras de Basto e um comerciante de relevo no Porto. Era um homem viajado e esclarecido que conhecia a realidade da sociedade inglesa, nomeadamente no que concerne ao movimento industrial, e, mais concretamente, às experiências de Robert Owen em New Lanark.

Em relação à fábrica da Vista Alegre, foi necessário construir uma povoação para servir uma fábrica numa área em que não existia população; o que comprova que “o fundador teria em mente qualquer coisa realmente grande, inovadora, diferente”.

Na verdade, o espaço físico desta povoação foi sendo organizado de uma forma que claramente se assemelhava ao modelo das aldeias cooperativas preconizadas por Robert Owen.

No centro, existia um enorme terreiro à volta do qual foram construídas as instalações fabris, as oficinas, o teatro, a casa das merendas, a escola, a casa da administração e a primeira fase das casas dos operários.

Os primeiros habitantes da povoação foram vidreiros e ceramistas contratados pela fábrica e de proveniências muito diversificadas. Embora um grande número tivesse vindo da Marinha Grande, havia também pessoas de Lisboa, Oliveira de Azeméis, Porto, Coimbra, Valença, Viseu, Ovar e Castelo Branco.

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Entre 1826 e 1839, trabalhavam na fábrica entre cento e cinquenta a duzentas pessoas.

O bairro operário construído devia contar inicialmente com cerca de cinquenta casas unifamiliares. Os filhos dos trabalhadores casavam entre si, dando assim origem a uma comunidade muito especial.

“A reforçar o carácter filantrópico desta comunidade, quer Augusto, quer o seu irmão Alberto Ferreira Pinto Basto, foram padrinhos de diversas crianças, embora se fizessem representar na cerimónia. Esta família nunca deixou de figurar no cume da árvore hierárquica.”

Por outro lado, os cuidados de higiene e saúde foram uma preocupação desde a fundação.

Tentava-se evitar, a todo o custo, a propagação de doenças contagiosas, criando-se simultaneamente hábitos de higiene que melhoravam significativamente a qualidade de vida dos habitantes.

Não se pode esquecer que o século XIX foi a época das últimas grandes vagas de epidemias que dizimaram populações, sobretudo as mais desfavorecidas. A propagação era muito rápida, sobretudo por causa da mobilidade de soldados, marinheiros, feirantes e mendigos. A cólera era uma doença extremamente agressiva e devastadora, responsável por um elevado índice de mortalidade. Os seus efeitos eram potenciados pelas deficientes condições higiénicas das ruas e das casas, a utilização de água imprópria, ou a má alimentação. O mesmo sucedia relativamente à febre tifóide, à tuberculose e à varíola. A sífilis, embora muito raramente mortal, estava também muito generalizada no Portugal do século XIX. Esta doença era quase sempre associada à prostituição. Na verdade, o alcoolismo, o deficiente regime alimentar, a falta de educação física, a sífilis e a prostituição eram considerados, por muitos autores, os responsáveis pelo “definhamento da raça lusitana”.

Este contexto justificava quer as medidas de higiene quer as que visavam mudar os comportamentos. Era proibido andar descalço nas instalações da fábrica, as casas tinham de ser limpas pelo menos uma vez por semana e pintadas uma vez por ano. Era expressamente proibido ter animais em casa ou atirar lixo para as ruas. Os quintais deviam manter-se cuidados. Quanto aos comportamentos, os alcoolizados eram castigados, bem como os que “faltassem ao respeito” a uma senhora.

A qualidade da alimentação era fomentada através da cooperativa, onde se vendiam, a preços baixos, os produtos da quinta.

Ao longo dos anos, as condições de vida dos operários iam melhorando substancialmente, estando sempre muito à frente das vividas no seu tempo.

“Para distração dos habitantes, criou-se uma banda de música, também um teatro, onde representavam operários da fábrica que levaram a cena numerosas comédias e operetas, começando os principiantes por recitar poesias e monólogos.”

Outra aposta que me impressionou foi a que foi feita no âmbito da educação.
Em 1826, foi estabelecido, por José Ferreira Pinto Basto, um colégio com internato, com o objectivo de educar e formar, do ponto de vista profissional, mas onde também se ensinava a ler, escrever, aritmética, desenho, doutrina cristã e música aos aprendizes de ambos os sexos.

Na escola da Vista Alegre, era dada especial atenção ao ensino das artes decorativas – desenho, escultura e a pintura –, cultivando-se também o gosto pela música, canto e declamação.

Era ainda feito um recolhimento de órfãos. Relativamente a estes, os contratos de admissão de aprendizes referem as responsabilidades que a administração da Vista Alegre assumia com o seu sustento, bem como com a sua educação: “serem à minha custa vestidos, mandados ensinar a ler, escrever, e contar, comer, cama e isto todos os anos da sua aprendizagem” .

Convém lembrar que, em 1878, 82,4% da população mantinha-se analfabeta. Nessa altura, os alunos das escolas primárias do país, apesar de apresentarem uma proveniência social heterogénea, tinham predominância urbana e pertenciam geralmente às classes abastadas”. É neste quadro que temos de olhar a acção visionária de José Ferreira Pinto Basto!

Segundo Olga de Azevedo Almeida, “[…] a Vista Alegre pode considerar-se uma utopia realizada. Ela foi um espaço onde se conjugaram os interesses do seu mentor com uma clara melhoria de condições de vida para a totalidade dos seus habitantes. Uma solução foi encontrada e aceite por uma comunidade para problemas concretos. A Vista Alegre foi assim concebida para ser uma comunidade auto-suficiente, com uma quinta agrícola, uma cooperativa, uma corporação de bombeiros, uma cantina, uma escola, uma creche, um museu, uma equipa de futebol, uma banda de música. À semelhança de New Lanark, a Vista Alegre tornou-se um local de interesse turístico contando com cerca de 1100 visitantes em 1923.
Tinha companhia de teatro, moeda própria, uma capela, uma santa padroeira e até um exército! Não foi um sonho, nem um projecto, foi uma utopia realizada, pois resultou numa sociedade claramente melhor do que a do seu tempo.”

Esta utopia realizada impressionou-me muito.

No entanto, espanta-me o silêncio à volta de uma experiência desta dimensão no nosso país, e perturba-me como não há seguidores deste homem incrível: onde estão as pessoas capazes de conjugar o lucro com a evidente melhoria das condições de vida dos seus trabalhadores?

E, pasme-se, estamos a falar de uma iniciativa privada inovadora do século XIX, de pessoas que não deixaram de ser humanas e não deixaram de ver os outros como humanos… enquanto enriqueciam como qualquer empresário do século XXI!

Todos estes dados constam da tese de Olga Maria de Azevedo Almeida, Utopias Realizadas.

As imagens são da Vista Alegre, claro!

 

 


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Frascos

“A morning sky,

a particular perfume that you had once loved and that brings subtle memories with it,

a line from a forgotten poem that you had come across again…

I tell you, that it is on things like theses that our lives depend.”

Oscar Wilde

Escolher um perfume é muito mais do que escolher um aroma de que se gosta.

Quando tinha vinte anos, escolhia perfumes que me agradavam pelas suas notas olfativas, sem me preocupar se aquele aroma chocava ou não com a minha palpitação.

Dolce e Gabbana web

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Dolce & Gabanna impunha-se na minha rotina diária e eu impunha-me na vida adulta e fortalecia-me, vibrando, plena de cores.

Dolce e Gabbana pub 2018

Cheirava a uma donna, enquanto os verdes vinte corriam vagarosos e tão cheios de luz.

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Usei outros frascos, como Paris de YSL e Champs-Élysées de Guerlain.

Todos tão inebriantes e inspiradores das minhas aspirações a mulher poderosa, independente e viajada!

Aos 30 anos, fui conquistando o que procurava e fiz-me acompanhar de aromas mais sóbrios.

Continuei, todavia, fiel à mesma casa italiana, mas optei pelos One e Dolce.

Dolce e Gabbana 2014

Dolce e Gabbana 2015

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O perfume que escolhemos é a testemunha mais insuspeita das nossas escolhas diária e gosto de pensar que também as condiciona.

O perfume não é só um líquido; é também uma fantasia que nos acompanha.

É por isso que os anúncios de perfumes são sempre vibrantes!

Agora, numa nova fase da minha vida, abandonei os folhos, os estampados e tanto froufrou e iniciei uma forma de estar mais focada e minimalista.

O meu perfume acompanhou-me nesta nova jornada e fui para Zadig &Voltaire.

zadigvoltaire ad

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Gosto sempre de ter um número dois, para ir descansando do perfume favorito, mas desta vez o aroma e a fantasia proporcionada pelo marketing das marcas não estão a conjugar-se.

O novo perfume Zadig & Voltaire chama-se “Girls can do it”. Uma ideia excelente para uma feminista como eu… se eu fosse uma girl!

A casa Channel também me falhou com Gabrielle; gosto muito da actriz do anúncio, a Kristen Stewart, mas é uma miúda!

Ando, assim, tristonha, em viagens olfativas infrutíferas pelas perfumarias…

Afinal, um perfume é um companheiro que se leva para a cama e que nos veste fora dela.

Como respondia Marilyn Monroe à questão “O que usa para dormir?”:

_”Apenas duas gotas de Channel nº5!”