“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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A terceira rã

Este blog fez 3 anos em Agosto.

Cresceu…

Testemunhou dias de muito sol mas também alguns de nuvens.

Questiono-me, muitas vezes, em relação ao futuro do blog.

O meu tempo disponível é tão escasso!

 

Uns dias mais, outros menos, ainda faz sentido;

quando deixar de fazer, despedir-nos-emos e ficará aqui partilhada uma parte de mim.

Para já continua a ser terapêutico procurar e registar o lado mais brilhante da vida.

Há 3 anos escrevia para a minha Mãe e para a minha prima do coração.

Agora tudo mudou, e há dias em que até é assustador: a partir dos 300 leitores deixei de contar – imagino-os generosos, positivos e sensíveis.

É para vocês que escrevo!

Embora, no silêncio da noite, continue a escrever para a minha Mãe, para a minha prima do coração e para mim; para não esquecer; num tempo em que o que não se escreve, esquece.

Obrigada por estarem aí!

Todos os anos, nesta altura, há um bichinho que cruza o meu caminho: não sei bem o que quererá dizer, mas assumo-o como um bom sinal.

– Mãe, a Avó tem uma rã de estimação! Vem ver!

– ??!!

rã 2016

É mesmo verdade, a minha Mãe tem uma rã de estimação!

Como se pode ver, acusa o bom trato e tem uma piscina no mais bonito quintal que eu conheço!

Há rãs com sorte!

 


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Instagram blogfrascodememorias

O Instagram é um reflexo dos tempos em que vivemos:

rápido, prático, atraente, superficial, totalmente efémero e sensual (no sentido em que apela – salvo raras excepções – apenas para o sentido da visão), hedonista e narcisista.

Pronto, abri conta lá!

Desconcertante?!

É!

Bem, sou uma mulher do meu tempo; com os defeitos de quem vive “neste tempo”…

e, para me desculpar, a verdade é que já fiz algumas descobertas que acabo por explorar através dos sites e blogs que aparecem identificados.

Como a maior parte das contas de Instagram (não profissionais), o que tem a minha?

Flashes do dia, imediatos, que não vêm para o blog porque a máquina fotográfica não estava à mão ou porque não suscitam muita reflexão.

Como esta, publicada num final de dia cansativo:

A este ritmo nem com asas nos pés!

A este ritmo nem com asas nos pés!

Riscas, o "calimero" dos gatos bebés! Rendidos!

Riscas, o “calimero” dos gatos bebés! Rendidos!

40ºC

Estremoz – 40ºC

Onde está o Riscas?

Onde está o Riscas?

A doçura de estar com os amigos e ver a noite chegar... sem pressas!

A doçura de estar com os amigos e ver a noite chegar… sem pressas!

Dia de compras na loja mais bonita de Estremoz, Portal das Campainha!

Momentos divertidos com o Boomerang, também!

Pronto, eu avisei!

Se quiserem visitar-me, é por aqui…

 

 


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Feira dos Sabores 2016

Os mercados são os melhores lugares para conhecermos as tradições, as dinâmicas e hábitos de um povo.

Provavelmente é por esse motivo que gosto tanto de participar na Feira dos Sabores de Ponte de Sor (já lá estivemos no ano passado):

  • realiza-se no Mercado Municipal, com as grandes bancadas de mármore e a alma dos vendedores e compradores que todas as semanas o frequentam.

Frasco de memórias 2016

Feira dos Sabores 2016

 

Não é um local pretensioso: é no Mercado Municipal, com produtores, animadores e músicos locais.

Sabores da Ponte 2016 5

Tem o espírito certo… com as pessoas que fazem o que fazem porque sabem e porque gostam.

A chef Silva alertou-me para os benefícios do óleo de palma

A chef Silva alertou-me para os benefícios do óleo de palma.

Pessoas como a Marina, a Licoreira da Villa: grande parceira desta Feira – foram as boleias e as conversas (mais existenciais ou mais mundanas) durante a viagem… e a risota cúmplice durante a Feira.

Licoreira da vila 2016

Feira dos Sabores 2016 2

Os Sabores de Requinte: a D.Filomena mimou-nos com um pão de farinheira que eu nunca tinha provado na vida e com uma grande simpatia… misturada com pão de alfarroba, pão de lenha, pão de centeio e queijos!!!

Feira dos sAbores 2016 1

O Sr. João, da Casa Bonacho, nosso parceiro há mais de um ano.

Incansável a fazer crepes e a contribuir para a acumulação gulosa de calorias!

Feira dos sabores 2016 3

E a sempre querida Rita, responsável pelo registo de vendas (mas que teve de estudar para os testes da semana – Boa sorte!).

Feira dos sabores 2016 4

E, para além de ter convivido com estas pessoas tão boas, ainda vendi bastante!

Um Obrigada! muito especial para o Artur Aniceto, da Associação Nova Cultura (a quem roubei a segunda fotografia, onde estou na conversa com a Marina).


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Colecção Natal 2015

Com a azáfama das encomendas de Natal, só hoje consigo partilhar as nossas novas Gingerbread Cookies Portuguesas.

gingerbread cookies portuguesas

150g mel

80g açúcar mascavado

50g manteiga

150g farinha de trigo

100g farinha de centeio integral

1 colher chá de fermento em pó

1 gema de ovo

raspa de casca de limão biológico

150g nozes moídas

2 colheres de chá de especiarias

1 colher de chá de gengibre desidratado ralado

1 pitada de flor de sal

1- Misturar o mel, o açúcar e levar a mistura ao lume até que o açúcar dissolva. Deixar arrefecer um pouco.

2- Juntar todos os ingredientes à calda.

3- Amassar até ter uma mistura homogénea  e estender com uma grossura de 1 cm.

4- Cozer 15 minutos.

E também só hoje se publicam as novas caixas de Natal: para colocar todas as combinações que vierem à ideia: doces + granolas; doces + bolachas; granolas + bolachas, …

embalagens Frasco de Memórias Natal 2015

 

O meu estado de cansaço denuncia-se na etiqueta das bolachas: granola?

Têm de dar o desconto…


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Porquê?

Há alturas em que tudo se acumula:

a profissão com momentos desgastantes;

as horas na cozinha a tentar responder prontamente às encomendas;

o quintal com ervas daninhas e tão abandonado;

as mil ideias para escrever no blog;

os livros à espera na mesa de cabeceira;

a casa a ficar caótica;

a Beatriz a precisar do Tempo da Mãe.

Exceptuando a primeira e a última referência da lista, tudo o resto podia desaparecer da minha vida.

Becca Stadtlander

Então por que razão corro?

Por que me exponho a este stress?

Às vezes nem há tempo para reflectir nas razões.

A palavra de ordem é só uma: reagir.

Pausando, talvez seja porque…

depois de uma vida de trabalho intelectual, descobri que me dá uma grande satisfação trabalhar com as mãos e libertar a mente,

dá-me muito prazer ler, escrever e fixar imagens bonitas,

gosto de me relacionar com os outros e deixar-lhes uma parte de mim,

tornou-se importante testemunhar, através do que faço, os momentos felizes da sua vida.

stadtlander_bluevase_thankyou

” – Traz-me outro doce. Amanhã vou comprar requeijão e lanchar com a B.

O teu doce foi o primeiro lanche que a B. comeu com gosto depois dos tratamentos”.

Comovi-me!

Talvez haja um sentido!

Talvez Ele (o Sentido da Vida, Deus, Destino, aquilo em que acreditamos) esteja no facto de tocarmos os outros e deixarmos que os outros nos toquem a nós…

Imagem de Becca Stadtlander.

 


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Sem glúten

A Dina é Mãe do meu querido … sobrinho-neto (!!!) e pediu-me para partilhar algumas receitas.

Fiquei atrapalhada, porque me sinto uma principiante perante a minha família do Alentejo.

Quer dizer, exceptuando as compotas, as bolachas as granolas não alcanço muito crédito na cozinha.

Talvez sejam inseguranças de quem não sabe fazer um bom cabrito assado ou umas migas alentejanas…

A Dina não consome produtos com lactose e foi a responsável pela solução dos meus pequenos-almoços: leite de arroz.

Também influenciou o meu consumo diário de glúten.

Viver sem consumir glúten pode ser uma necessidade, no caso dos doentes celíacos, ou uma opção.

Alguns médicos aconselham a que cada um (não celíaco) faça a experiência e reduza o consumo de cereais com glúten, como o trigo, por exemplo, durante três semanas.

Naturalmente, fui reduzindo o consumo de trigo (com 70% glúten), o que se relacionou, sobretudo, com mudanças de hábitos alimentares: as granolas são as principais responsáveis.

Contêm aveia e cevada, cereais com glúten, embora de forma bem reduzida.

Pessoalmente, sinto-me melhor com a mudança.

Levei a minha preocupação na redução do glúten para as bolachas.

Bolachas sem glúten

250g de farinha de milho

50g de açúcar mascavado

4 colheres de sopa de mel

100g de amêndoa bem picada

50g de coco ralado

100g de tâmaras picadas

2 ovos

6 colheres de sopa de azeite

2 colheres de sopa de vinagre de sidra

Bater o açúcar com os ovos;

Adicionar o mel, as pastas de amêndoa e tâmaras, o coco, o vinagre, o azeite e a farinha.

Envolver e adicionar mais farinha até conseguir formar uma bola.

Tender a massa fininha.

Não é das massas mais fáceis de “esticar” porque, como tem pouca gordura, não é elástica.

Levar ao forno a 180ºC durante 15 minutos.

Disponíveis na loja para quem quiser testar-se e testá-las!

 

 


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Casa Bonacho

Vivi dois anos em Ponte-de-Sor.

A Cristina, minha sócia-amiga vive em Ponte-de-Sor.

É uma cidade pequena que nasceu e cresceu devido à sua localização estratégica.

Hoje é uma referência mundial devido à indústria corticeira.

Do que eu mais gosto é da sua diversidade arquitectónica:

embora sem grandes monumentos, muitas casas testemunham as variações e modas arquitectónicas do século XX e XXI.

A Avenida da Liberdade é um exemplo.

É nesta Avenida que se localizam a Mercearia Casa Bonacho e a Confeitaria Avenida, os edifícios comerciais mais bonitos e acolhedores da cidade e, na minha opinião, de todo o Alentejo.

Casa Bonacho

Confeitaria Avenida

E aos poucos vai-se concretizando o projecto de vender produtos Frasco de Memórias em Coimbra, no Alentejo e em Lisboa.

Casa Bonacho

Em locais que gosto de frequentar.

Casa Bonacho

Fazendo parte de projectos em que acredito.

E com pessoas em quem confio.

Casa Bonacho

Casa Bonacho

Agora, para além de todas estas delícias, a Casa Bonacho tem Granolas e Doces Frasco de Memórias.

Casa Bonacho

Já não há motivo para passar Agosto sem Granola; basta uma visita a Ponte de Sor.

O outro motivo por que gosto de Ponte de Sor?

A gastronomia: é aqui um dos melhores restaurantes do país: o Padeiro.

Quanto à melhor salada de frutas é no Olivença.

Oferta cultural? Também tem: Teatro da Terra.

 


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Gulosos

A cana-de-açúcar nasceu na Índia e já surge referida em manuscritos chineses no século VIII a.C.

Na Europa, usávamos o mel como adoçante até que, graças aos árabes, conhecemos o açúcar.

Imagina-se a revolução gastronómica que se deu com esta novidade.

Inicialmente conotado como produto farmacêutico, era usado nas sopas e nos assados, no peixe e nos legumes.

Até que foi considerado de “bom tom” usar o açúcar apenas nos ovos, cerais, frutos, café, chá e… chocolate!

Ficou-nos desta inovação muitas influências culinárias árabes como o maçapão (até na própria palavra de origem árabe!).

E, em Portugal, por onde entrou o açúcar?

No Alentejo, foi pelas cozinhas dos conventos, mesmo quando ainda era muito raro e caríssimo!

Como entrava nestas casas monásticas?

A resposta fica a cargo da nossa imaginação menos ingénua…

e também do facto de muitas monjas pertencerem a famílias abastadas!

Foi o que aconteceu em todos os conventos do País…

ou “Portugal não tivesse sido o país dos frades e das freiras e não fossem essas duas camadas de gente reverendíssimos gulosos e cardinalíssimos glutões.” (Fialho de Almeida)

“O serviço de boca nos conventos tinha muito que se lhe dissesse!

No refeitório havia tantos êxtases como na capela.” (Júlio César Machado)

Retirei muitas destas informações (e estas duas últimas expressivas  citações) do artigo de Manuel Gonçalves da Silva, À mesa, Visão História, e lembrei-me imediatamente da premiada doceira conventual, a Ana.

Frasco de Memórias e Quase Pecado Festival da Rainha Estremoz

E da nossa participação na Feira Medieval de Estremoz.

Uma participação avant la lettre porque só no final da Idade Média é que o açúcar se foi expandindo, embora continuasse a ser raro e ligado às boticas.

Agora que está entre nós, vejam o cardápio da Ana.

Cheio de êxtases, sem dúvida!quasepecado[1]

 


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Festival da Rainha 2015

II Feira Medieval de Estremoz

Festival da Rainha 2015

Gosto de Feiras Medievais.

Passar um fim-de-semana a tentar entrar no dia-a-dia de uma mulher medieval, ainda que seja com a leveza de um “faz-de-conta” faz-nos pensar:

1- encontrar a indumentária certa é logo o primeiro obstáculo:

não queria ser freira nem vestir uma máscara; queria ser a Ana que podia ter vivido há cinco séculos – do povo e delicada. A mãe de uma amiga querida teve uma formação em vestuário medieval e emprestou-me um vestido lindo: com os materiais, corte e bordados da altura.

vestido medieval

2- quanto ao cabelo, optei por ser uma rapariga solteira, com o cabelo solto e descoberto e uma grinalda de flores: discreta, como disse a minha amiga Ana, uma vez que já somos umas solteiras “entradotas”…

3- optar por uma postura feminina em S, achei melhor passar, a bem da minha coluna.

4- estar longe de carros, computadores, máquinas, música gravada e relógios foi fácil e libertador.

Festival da Rainha  Estremoz 2015

Músicos medievais Estremoz 2015

5- resistir aos 35ºC foi difícil… e pensar que na altura o banho diário não era comum e que a água não estava acessível, sobretudo nas casas do povo, foi aflitivo.

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6- observar a nossa “capa exterior” tão fina de seres civilizados fez-me pensar que sempre devem ter existido pessoas rudes e grosseiras e pessoas delicadas. Haverá assim tanta diferença? Se sempre achei que sim (e no fundo ainda acho…) a partir das 23:00h comecei a duvidar.

A maldade existe e sempre existiu no Mundo, assim como a bondade. Parece é que, hoje, os maus já não gostam tanto de sujar as mãos.

Festival da Rainha Estremoz

Feira Medieval de Estremoz 2015

Seja como for, muitos de nós (gosto de pensar que a maioria de nós) evoluíram enquanto seres humanos e cidadãos.

A nossa banca em preparativos.

Preparativos Feira Medieval de Estremoz

A nossa banca em observação.

As feiras têm a vantagem de nos proporcionarem felizes encontros e muitas conversas agradáveis.

Visitantes Feira Medieval Estremoz

Estive muito bem acompanhada pela melhor doceira conventual que conheço: a Ana (que agora é Quase Pecado) e que arrecadou dois Prémios na Feira Conventual de Portalegre:

O melhor doce conventual: Fartes!

A menção honrosa: rebuçados de ovo de Portalegre!

Mais um fim-de-semana irresistivelmente doce!

As fotografias 1, 3, 5,6 e 7 são da Câmara Municipal de Estremoz.