“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Presentes sonhados

Na sequência das prendas possíveis, seguem as prendas sonhadas.

Gostava tanto de oferecer:

1-Bolachinhas-foguetão feitas por mim.

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2-Um bolo de abóbora.

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Estas duas iguarias roubadas ao blog inspirador destes posts de presentes natalícios: A Cup of Jo.

3- Livros de Afonso Cruz e de poesia. Já ofereci no ano passado, mas este ano é mais difícil.

rosa do mundo

4- Uma serigrafia de Ana Ventura.

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5- Este gorro para o meu Pai (adora andar de bicicleta e de mota e, obviamente, tem um bigode e muito sentido de humor).

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6- Estes aventais de ilustradores portugueses.

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7- Postais escritos por mim e pela Beatriz.

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8- Esta lancheira. Está aqui .

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9- Os nossos sósias da Matilde Belbroega.

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10- Uma grande viagem. Assim como a da Ana Botezatu.

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Prendas possíveis

No blog A Cup of Jo, li várias sugestões de Natal e fiquei com vontade de escrever um post sobre as minhas prendas de Natal.

Vou já estragar a surpresa mas, desde que a crise se instalou, passei a ser muito mais criativa e as prendas ficaram personalizadas e, penso eu, muito mais interessantes.

Neste Natal, o presente incontornável vai ser…

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… um Frasco de Memórias.

No ano passado, como me iniciei na atividade agrícola, todos os meus presenteados receberam ervas-aromáticas.

Hortelã-chocolate e tomilho-limão.

aromáticas

Outro clássico do Natal: azeite alentejano.

azeite s.mamede

E queijos alentejanos.

queijos

O presente que me ofereço sempre: plantas.

érica

Reconciliei-me com o nome Érica desde que me ofereci este arbusto.

E o presente mais estranho de todos, a não ser que se tenha nascido a 20 metros do mar: flor de sal.

sal

Quando penso na minha recente obsessão pelo sal de qualidade, apaziguo-me sempre com duas histórias:

-a origem da palavra “salário” –  era o pagamento dado aos soldados romanos e que comprova a importância do sal na nossa História (um dos mais importantes métodos de conservação dos alimentos);

– e um conto tradicional muito conhecido: o pai pergunta às três filhas o tamanho do seu amor. A mais nova responde que gosta do pai como gosta do sal. Pai furioso, filha expulsa. A filha anda perdida até que regressa a casa disfarçada de cozinheira. Prepara um banquete maravilhoso aos pais e aos convidados. Sem sal. O pai aprende a lição e a filha é recebida com todo o amor!

Por fim, também não costumam faltar as fotografias!

avó rosa 3 anos

Esta é a minha Avó Rosa, com 3 anos, em 1927.

Já está em casa da minha Mãe e do meu Tio.

E uma relíquia da Feira das Velharias, como esta que me foi oferecida e que pertenceu à Avó de uma Avó.

Prato velho

Hei-de escrever um post com os presentes que eu gostava de oferecer, mas que provavelmente não vão concretizar-se…


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Vizinhos no coração

Viver na aldeia trouxe muitas vantagens à nossa vida.

Aprendemos a respirar mais devagar, quando seguimos o crescimento lento das flores e das plantas.

A Natureza nunca tem pressa e cresce de tal forma primorosa que nos coloca no nosso devido lugar.

Outra das vantagens: os vizinhos.

Não sei se é assim em todas as aldeias, mas nós fomos tão bem recebidos que ficámos, constantemente, sem saber como retribuir.

Aqui raramente sou Ana. Sou a neta da Sra. Rosa.

Ninguém imagina como é bom ser pequenina outra vez.

A D. Adélia é a vizinha da frente: preocupa-se se não nos vê e partilha connosco tudo o que a horta produz.

cebolas

abóboras D.Adélia

A Menina Lurdes é a vizinha do lado: tinha um café onde comprávamos rebuçados coloridos quando éramos pequeninos.

A minha Avó dava 20 escudos ao meu irmão para comermos rebuçados com os filhos das suas clientes da sala de costura.

A sala da costura funcionou, nestes três últimos anos, como escritório.

A máquina de costura não saiu do lugar e fez-nos companhia.

E há a D.Olinda, que vive mais longe, mas nos presenteia regularmente.

Com poejo, com espigas, com abóboras, chuchus, com sorrisos e boa disposição.

chuchu

abóbora D.Olinda

E a minha Tia Alice, que é vizinha da minha Mãe, e faz um passeio semanal com a Beatriz.

E que, para além do que não pode ser fotografado, me ofereceu esta pequena maravilha.

abóbora tia

Esta semana, mais uma vez, despeço-me do local onde comecei a criar raízes.

Levo todas estas ofertas no peito e rumo à nossa segunda cidade, Estremoz.

Não falo da minha família-berço e dos amigos que deixo, mais uma vez, porque não quero uma despedida demasiado triste.

Penso na família e nos amigos que nos vão receber.

Até breve!


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No céu

Vivo na aldeia há três anos.

Há três anos que espero acordar com o canto dos passarinhos.

Não era suposto ter um despertador melodioso?

A um quilómetro da minha casa eles voam e são tão estridentes que até chegam a incomodar a minha Mãe.

E ouvem-se cucos, pica-paus, rouxinóis.

E aparecem melros, poupas, pegas, pardais e até rolas que a Beatriz alimenta com a Avó.

Pelo meu pátio, nem um pardalito.

Ou seguiram já viagem para os países quentes.

em viagem

Ou passam o dia em casa da minha Mãe e vêem o meu pátio como subúrbios, aonde só vêm dormir.

pássaros a dormir

E eu continuo a suspirar por grandes concertos que não chegam.

pássaros a ensaiar

Pesquisei sobre estes habitantes do céu: sentem-se atraídos por locais com água fresca, comida, árvores, sol e sombra.

Talvez ande a falhar na primeira parte…

Os pássaros dos meus sonhos foram raptados do blog da ilustradora Anna Castagnoli, Le Figure dei Libri.