“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Amor oblativo

Nikki Mcclure

Numa entrevista de Mário Cordeiro, li acerca dos vários níveis de afeto;

li acerca dos destinatários dos afectos que, por vezes, usamos de forma indiferenciada –   gostar/adorar/amar.

Segundo Mário Cordeiro,

-gostamos de coisas,

-adoramos deuses,

-amamos pessoas.

No meio das pessoas que amamos que cruzam o nosso caminho, há aquelas a quem dedicamos um tipo de amor: o amor oblativo – um amor que cresce, que se manifesta e se entrega, sem condições.

Esse amor só o senti, verdadeiramente, quando conheci a Beatriz.

 

Um dia, uma amiga, com olheiras e sem artifícios, no meio de uma conversa que tentávamos ter, com gritinhos especialmente embirrantes dos nossos filhos, disse-me:

-é preciso amar muito para conseguir suportar alguns dias e chegar ao fim com sanidade.

É preciso, sim; é preciso um amor oblativo!

A imagem, de Nikki McClure, reflete aqueles momentos raros que nos carregam as baterias da resistência por semanas!

Pronto, aqueles momentos que, antes de termos filhos, pensamos que preenchem todos os nossos dias…