Frasco de Memórias

“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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BabyAvedouda

Quando a Beatriz nasceu, já não havia bebés na minha família há mais de dez anos.

E eu nunca tinha mudado uma fralda ou dado banhinho.

Foi assustador: o bebé de plástico a quem tentei dar banho nas aulas de preparação para o parto sofreu.

E eu também, porque não me entendia com aquela frieza dura.

Milagrosamente, a Beatriz nasceu e, como seria de esperar, todas as mães que existiram antes de mim deixaram cá os genes.

Com o meu bebé, essas questões práticas resolveram-se tão naturalmente que deixaram de ser questões.

Foi-me mais difícil gerir o choro e conciliar todas as tarefas que tive tenho de acumular.

Durante a gravidez, como todas as mães, fiz cuidadosamente o enxoval da Beatriz.

Enxoval cheira a pó de talco, creme de bebé e roupa lavada e havia fitas de cetim de cores suaves.

E o branco predominou. Predomina.

Nunca quis a Beatriz com muito cor-de-rosa, afundada em folhos e rendas.

Queria quero a minha filha confortável e bonita, mas é-me impensável vesti-la de forma a que uma peça de roupa se sobreponha à sua beleza.

Fiquei encantada quando a minha tia Berta me visitou na maternidade e levou uma fralda com este Capuchinho Vermelho.

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E fiquei fascinada com todas as peças feitas pela Alexandra, a criadora da BabyAvedouda.

Quando nasce um bebé é nesta ilustração em tecido que penso.

Ou neste babete.

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Ou neste álbum.

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E nestes lençóis.

lençol avedouda

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E tudo me cheira novamente a pó de talco, roupa lavada e Feno de Portugal.

Todas as imagens pertencem à Alexandra.

A Avedouda e a BabyAvedouda estão presentes na Etsy, no Facebook e no blog.