“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Ternura

Em Julho, a minha amiga Palmira trouxe-me um gatinho.

Fiquei zangada e devolvi o bichinho:

-Passo sempre o mês de Agosto fora de casa;

-Tenho a vida muito instável;

-Não tenho tempo para tratar do bichinho,…

Dois meses mais tarde, quando cheguei a casa, no final das férias, tinha uma gatinha à porta.

Não lhe liguei muito, mas houve quem ligasse…

A Beatriz perdeu-se de amores e baptizou-a: Branca.

Continuei sem dar muita importância.

Entretanto, a Branca impunha-se e eu lembrava-me do poema de Carlos Pinhão:

Era um gato com tanta personalidade

com tal raça

tal centelha

que toda a gente dizia:

-Era uma vez um gato que tinha uma velha.

Gosto muito de gatos, mas as razões que tinha dado à Palmira continuavam válidas e eu pensei numa relação sem compromisso com a Branca.

A Branca e a Beatriz são uma nuvem de ternura.

E comecei a gostar de ver como a Branca se presenteia com o sol ao lado da grande amiga.

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Hoje de manhã a situação descontrolou-se.

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E agora?