“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Um dia

Vai ficar assim, como este da Iris, do blog Snapshots of Home:

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Mas ainda está assim…

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A imagem assustadora é do móvel da minha bisavó Celeste.

Provavelmente vou manter esta cor.

Provavelmente vou admitir que não tenho tempo de uma vez por todas.

Provavelmente vou ter de contratar o Sr. Eugénio, carpinteiro.


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Pesquisa

Quando comecei a fazer compotas sozinha, fui-me deixando guiar pela intuição e pelas receitas da minha mãe e da minha avó.

E fui fazendo experiências mais ou menos felizes.

Desiludida com o que estava já descoberto nos livros e nos blogs, optei por perguntar directamente a todas as pessoas que faziam excelentes doces qual era o segredo.

Até que, em Estremoz, encontrei este clássico.

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Li o título, franzi a testa, mas venci o meu preconceito e, felizmente, abri-o.

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E encontrei receitas, como esta, que seguem o método da minha avó, da minha mãe, das tias e primas que fazem doces deliciosos.

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Já experimentei.

Como sou incapaz de seguir uma receita sem inventar, acrescentei limão, baunilha e nozes.

Aprovado!

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E fotografado pelo Sérgio Azenha.


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Midas

Estas duas peças estavam no sótão da casa da minha avó Rosa.

Não fotografei o triste estado de abandono em que as encontrei.

A minha mãe lixou-as, tratou-as, pintou-as. Horas.

O armário mosquiteiro é o armário da roupa da Beatriz.

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A arca do enxoval é a arca dos pijamas.

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Bjo – Em nome de que urgência se abrevia um beijo?

A T é minha amiga, é minha prima e é uma blog hunter.

Tem um talento invulgar para descobrir blogs imperdíveis que eu não conheço e que nunca viria a conhecer na vida.

Mãe Preocupada foi um dos primeiros que partilhámos.

O título deste post é deste blog e, a partir do momento em que o li, nunca mais abreviei um beijo.

A autora (revelou o nome há pouco tempo) escreve de forma tão simples, autêntica e profunda que tudo o que eu possa acrescentar soa a básico.

Também eu tenho um nariz sentimental – Raízes:

[…] como é bom haver um cheiro das nossas vidas, o cheiro da génese e da raiz, um cheiro que ao subir-nos pelas narinas nos abalroa o coração e desperta todos os outros sentidos. Certos fragmentos da vida passam-nos diante dos olhos com uma exatidão inquietante, a pele arrepia-se e umas mãos invisíveis arrancam-nos aos fundos da memória doses generosas de ternura, afeto e prazer. 

Depois, bem-vinda coincidência, foi um e-mail que me chegou com uma tranquilizante sentença: “voltamos sempre ao lugar onde nascemos.” E com tudo isto me lembrei da breve e tão íntima história que aqui contei e que talvez só importe a quem, como eu, tem um nariz sentimental.

Também eu sou estrábica – Oftalmologia sentimental:

Diz o povo que o amor é cego. 
Cega é a paixão e cego é o desejo. 
O amor é estrábico. Deixa-nos com um olho sempre posto naqueles que amamos e o outro voltado para um horizonte cada vez mais imenso.

Também é esta a minha relação com os livros – Ler como amar:
Ler, ler bons livros não é o que me entretém. É o que me põe a salvo do transitório, da vulgaridade, da tragicomédia que se revela quando atento no chão que pisamos e no corpo que nos veste. Não é uma forma de me ocupar tempo livre. É antes um confronto com o universo e a eternidade que ora me leva ao céu, ora me esmaga até à estaca zero da humanidade.

Também procuro expressar-me assim (nem sempre consigo, sobretudo nos momentos de ira) – Expressão:

De facto, vale a pena controlar o que dizemos quando estamos tomados pela ira, mas jamais devemos fazê-lo quando estamos tomados pelo amor. A honestidade e a frontalidade são cancerígenas se aplicadas no conflito e contidas no afeto. Quem se contém na expressão do seu amor, das duas, uma: ou não o sente ou tem metástases nos órgãos vitais.

E há a Lurdinhas, a Júlia, conversas ouvidas e reflexões que nos confrontam, porque nos libertam da superficialidade, do histerismo e da inutilidade tão celebrados nos nossos tempos.

A maternidade, o amor e a morte são as únicas coisas que me justificam. O resto ocupa-me.

N.B. Todas as citações a negrito são da autoria da Mãe Preocupada.


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De outro tempo

Gosto muito de feiras de velharias.

Frequento-as como quem vai em busca de tesouros enterrados.

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A primeira vez que encontrei alguém que também partilha este prazer da descoberta foi a Constança do blog Saídos da Concha.

Este blog há-de ter um post especial.

A Constança enumerou algumas das razões que a levam a frequentar locais que vendem velharias e objectos em segunda mão.

Identifiquei-me com as razões apresentadas, fixei-as (de memória) e misturo-as com as minhas.

– Sou nostálgica e guardo, como preciosidades, as minhas recordações, o que inclui os objectos que fazem parte delas. Não significa que seja revivalista ou que considere que tudo o que pertence ao passado seja perfeito. Ainda bem que as mentalidades evoluíram em muitos aspectos.

-Não obstante, considero que perdemos alguma coisa com esta evolução; por exemplo, deixámos de prezar e cuidar o que temos. E o consumo deixou de ser parcimonioso.

-No tempo em que o fabrico não era em série, cada objecto era único e tinha a marca das mãos que o criavam. Para além disso, era feito para durar várias gerações.

-Os objectos desse tempo têm uma história bem mais interessante do que a viagem obscura que os de hoje fazem desde a China.

-E agrada-me esta estética do passado, mais sóbria ou mais romântica, mas sempre cuidada e com qualidade.

Há duas semanas, quando chegámos a Estremoz, precisámos de garfos pequenos para a Beatriz.

E a Beatriz escolheu estes dois na feira de velharias que acontece todos os Sábados no Rossio!


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Morangos

Desde que se iniciou a época dos morangos tem sido assim:

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Muitas caixas do produtor da Geria, em Coimbra.

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Lavar e arranjar os morangos.

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Quinhentos gramas de açúcar por cada quilo de fruta.

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Muitas experiências até chegar às combinações perfeitas.

Colocar nos frascos e pasteurizar.

E provar com torradas, com bolachas, com pão fresco,… porque tem-se uma óptima desculpa!


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Coração de Mãe

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Este foi o segundo livro que ofereci à Beatriz.

A editora Planeta Tangerina foi eleita a melhor editora europeia, na Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha.

E nem precisava de dizer mais nada, mas é um livro de que apetece falar.

Coração de Mãe centra-se na ligação entre a mãe e o filho; uma ligação que se materializa num fio invisível que une o coração da mãe ao coração do filho.

Um fio (tranquilizador) que faz com que estejamos ligadas em todos os momentos do dia.

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Uma gargalhada da Beatriz faz o meu coração dançar, um trambolhão faz com que o meu coração fique branco… E nas férias? O meu coração bate mais devagarinho!

O texto, em prosa, mas por vezes muito poético é de Isabel Minhós Martins e a ilustração, terna e divertida, é de Bernardo Carvalho (um dos fundadores da Planeta Tangerina).

Não sei se é óbvio, mas sou fã desta dupla e desta editora. E tenho de destacar todas as ilustrações de Bernardo Carvalho, deste e dos outros livros que conheço.

A Beatriz começou a ver este livro com seis meses e fomos fazendo a exploração consoante o momento: começámos por simular o bater do coração com a mão no peito; registámos as primeiras palavras nas janelas que se abrem no meu coração sempre que a Beatriz aprende uma palavra nova; comparámos o tamanho dos pés das personagens e falámos de Amor.

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Falta dizer que é um dos livros que mais gosto de oferecer aos bebés e às mães, sobretudo àquelas a quem nascem flores no coração pela segunda vez!

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