“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Vou buscar uma das estrelas que caiu do céu, esta noite

Ficou presa a um

ramo de árvore, mas só ela brilha,

único fruto luminoso do Verão passado.

Ponho-a num frasco, para não se

oxidar […]

Estes são os primeiros versos do poema “Astronomia” de Nuno Júdice.

A estrela é o que ilumina a poesia, o que ilumina os sonhos, o que ilumina a vida.

E brilha mais intensamente dentro de nós no início de um projecto.

A marca Frasco de Memórias está a crescer.

Depois de horas a apanhar fruta, outras a apanhar amoras silvestres, meses de experiências ambrosíacas, e de lanches faustosos, com muitos frascos doces e coloridos, estamos a preparar a abertura da loja online.

Pedimos ao Sérgio Azenha que fotografasse os Frascos de Memórias.

O Sérgio é um fotógrafo talentoso, generoso, sensível e subtil.

E vê o outro,  vê as imagens que nós temos cá dentro guardadas e consegue tirá-las do caos em que as encontra.

No “Fugas” do Público deste Sábado, vimos Marrocos pelos olhos do Sérgio.

Fugiu aos estereótipos e mostrou o que eu nunca tinha pensado ver em Marrocos: este azul!

Com a sensibilidade e a subtileza de que já falei.

Durante a nossa longa sessão, no meio desta confusão e falta de nitidez (nas imagens e no discurso):

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O Sérgio viu assim o nosso doce de morango com limão e hortelã:

Doce de morango

Os nossos doces e as fotografias do Sérgio vão estar, em breve, disponíveis numa loja construída, de forma feliz e inesperada, a quatro mãos: as minhas e as da minha amiga Cristina Gonçalves.

Não se pode guardar uma estrela. O

seu lugar é no meio de constelações

e nuvens, onde o sonho a protege.

Por isso , tirei a estrela do frasco e

meti-a no poema, onde voltou a brilhar,

no meio de palavras, de versos, de imagens.

in O Breve Sentimento do Eterno, Nuno Júdice