“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Eros

Numa das minhas viagens a caminho do trabalho, ouvi Júlio Machado Vaz, na crónica “O Amor é” (Antena 1), distinguir sexualidade de erotismo:

“Erotismo é dar ao corpo o prestígio do espírito.”

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No meu Dicionário da Mitologia Grega e Romana, de Pierre Grimal:

Eros é um “génio” intermediário entre os deuses e os homens.

Mas longe de ser um deus todo poderoso, é uma força eternamente insatisfeita e inquieta.

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O Dicionário acrescenta que Eros foi gerado a partir do Caos primitivo e que nasceu ao mesmo tempo que a Terra…

A fotógrafa Melanie Rodrigues mostra o erotismo no seu site ( no blog não fala tanto dele).


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Midas de papel

Quando falei acerca das mãos de Midas da minha Mãe, houve quem me pedisse para explicar o título.

Achei que era uma excelente oportunidade de fazer uma pesquisa e contar a história.

Que saudades de pesquisar em livros…

Ultimamente parece que só há conhecimento nas fibras com nomes bizarros.

Informação há.

O Conhecimento continua à espera nos livros.

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Há muitas versões.

Optei pela de Ovídeo, nas Metamorfoses.

Muito resumidamente:

O rei Midas da Frígia protegeu Sileno, quando ninguém o reconhecia.

Sileno ficou tão reconhecido que lhe concedeu a concretização de um desejo.

Midas pediu que tudo aquilo em que tocasse se transformasse em ouro.

O deus Sileno concedeu-lhe esse desejo e Midas, como imaginam, ficou radiante.

(Era a esta passagem que me referia no post Midas).

Tudo correu bem até à hora de almoço.

Nessa altura, Midas apenas encontrava pedaços de ouro em tudo aquilo que levava à boca.

Esfomeado e desesperado, Midas implorou a Dioniso que o libertasse daquele “dom pernicioso”.

Dioniso acedeu e disse-lhe que lavasse a cabeça e as mãos na nascente de Pactolo.

Midas assim fez e, imediatamente, o dom o abandonou.

As águas do Pactolo ficaram carregadas de laminazinhas de ouro!

Parece que, segundo a lenda, este rio turco (que desagua no Mar Egeu) tinha as areias auríferas…

É incrível como os mitos, aparentemente tão simples, contêm tantas lições.

Por serem intemporais é que chegaram até nós e continuam a ser fascinantes.

É pena é que não haja tempo nem disponibilidade para ouvir histórias…