“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Géneros

Há tantos géneros quanto seres humanos no nosso planeta.

Seria tudo mais fácil, mas bem mais aborrecido, se apenas oscilássemos entre dois pólos.

Acredito que há uma escala entre o feminino e o masculino e cada um de nós se situa num ponto.

O mesmo se passa com a orientação sexual.

Kinsey disse que a escala é de 0 a 6 e que ninguém está verdadeiramente nas extremidades, ou seja, ninguém é, indubitavelmente, homossexual ou heterossexual.

Somos mais fluídos do que aquilo que durante séculos se definiu de forma simplista.

No ano passado, a National Geographic dedicou uma edição ao género, igualdade e fluidez de género: entrevistaram crianças de 9 anos para perceberem de que forma elas se sentem limitadas (ou mais livres) devido ao seu género.

O vídeo com as entrevistas é incrível.

2017-01-cover National Geographic

A menina da capa nasceu menino há 9 anos e a sua maior alegria, desde que se assumiu menina, é não ter mais de fingir ser menino.

Ora o que se pretende, no futuro, é que ninguém tenha de fingir num assunto tão íntimo como a identidade e a sexualidade e que os tabus dos últimos séculos se desfaçam.

Pessoalmente, não tenho dúvidas de que uma sociedade resolvida intimamente vai ser uma sociedade mais bondosa e empática.