“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Bolachas do Algarve

A Dina é mãe do meu querido … sobrinho-neto e pediu-me para partilhar algumas receitas.

Fiquei atrapalhada, porque me sinto uma principiante perante a minha família do Alentejo.

Quer dizer, exceptuando as compotas, as bolachas e as granolas não alcanço muito crédito na cozinha.

Talvez sejam inseguranças de quem não sabe fazer um bom cabrito assado ou umas migas alentejanas…

A minha relação com o Algarve remonta às férias de Verão com os meus pais.

Mantém-se até agora e entra pelo Inverno, porque nunca encontrei frutos secos melhores do que os algarvios.

Mantive o contacto com o senhor Inácio Martins e continuo a deliciar-me com o que me vai chegando do Mercado de Tavira.

Quando vi a encomenda com passas de figo, amêndoas e farinha de alfarroba, lembrei-me imediatamente das bolachas de alfarroba da Joana.

Claro que, como não sei seguir uma receita, inventei outra.

Ingredientes:

Pela ordem com que foram para a taça.

1- 200g de manteiga sem sal amolecida;

2- raspa de uma laranja;

3- 300g de açúcar mascavado e 2 colheres de sopa de mel;

4- 3 ovos e 8 gemas;

5- 100g de farinha integral;

6- 100g de farinha de alfarroba;

7- 150g de farinha com fermento;

8- 50g de linhaça castanha moída no momento;

9- 100g de amêndoa partida grosseiramente (já tostada);

10- 100g de passa de figo triturada;

11- cacau puro.

A confecção é muito simples; foi a Beatriz que foi colocando na taça os ingredientes amarelos: a manteiga; a raspa; o açúcar; o mel; os ovos e as gemas.

Depois, colocou os castanhos: as farinhas, a linhaça; a pasta de figo e as amêndoas.

Massa de bolachas com alfarroba

Por fim, fizemos estas bolinhas toscas que polvilhámos com cacau.

Não resisti…

 

E preenchemos algumas com Doce de Pepino Frasco de Memórias.

Bolachas de alfarroba no tabuleiro

Forno, durante 10/15 minutos a 175ºC e foi difícil deixá-las arrefecer…

Bolachas de alfarroba cozidas

Apesar de não serem umas bolachas bonitas (à primeira vista não impressionam as visitas), são mesmo, mesmo deliciosas: têm um sabor intenso a férias no Algarve e a ingredientes genuínos.

 

 


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Portugal in Alta

Apesar da pausa informática, foi um Verão repleto de novidades.

Desde que o Frasco de Memórias nasceu, sempre desejei que estivesse presente em três locais: Coimbra, Lisboa e Alentejo.

Coimbra e Alentejo por motivos afectivos e Lisboa por razões estratégicas.

Começámos pelos afectos.

Estamos na nova loja Portugal in Alta, no mítico Quebra-Costas de Coimbra.

vitrine Portugal In Alta

Aconteceu.

A Andreia é tão positiva que nos conquista imediatamente com um sorriso aberto.

E eu acreditei totalmente nela e ela confiou em mim.

Portugal in Alta vitrine

E foi assim que os Frascos de Memórias saíram do Alentejo e estão disponíveis na minha Coimbra do coração.

Frascos de Memórias Portugal in Alta

Ali, naquelas escadas que eu subi tantas vezes, perto da Sé onde eu ouvi a minha primeira Serenata e na cidade onde eu me apaixonei pela Literatura e fiz amigos para a vida: de papel e de corpo e alma.

Por todos estes motivos e também por estarem tão bem rodeados, os Frascos de Memórias justificam uma visita ao Portugal in Alta.

Portugal in Alta

Visitem-nos e mandem-lhes saudades minhas!

 


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Granola

Fazemos Granola.

Perfumamos a casa.

Divertimo-nos.

Jantamos Granola (já aconteceu…).

Oferecemos Granola.

Pedem-nos Granola.

Ficamos felizes e lançamos três Granolas.

Fogo: com Frutos Vermelhos.

Sol: com Mel e Pólen de Flores.

Terra: com Cacau Puro.

granola fogo

Na imagem, Granola Fogo: completa e saciante, a abarrotar de vitaminas, proteínas e antioxidantes.

E, como sempre, com ingredientes da melhor qualidade: um fio de Mel da Serra d´Ossa e cereais integrais.

 

 

 

 


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Promoção

Há um mês, lançámos uma promoção no Facebook que deu que falar e que me deu especial satisfação, porque vai ao encontro do que acredito:

-a partilha do que temos (de melhor e) excedentário;

-o regresso à tradição milenar da troca de sementes!

Oferecemos sementes de abóboras da D. Adélia a quem provou o Doce de Abóbora com Frutos Secos Nacionais ou Doce de Abóbora com Laranja e Especiarias!

Doce e sementes de abóbora

A problemática da livre circulação de sementes, bem de todos, foi abordada numa crónica de Miguel Esteves Cardoso.

Com o trabalho de Lanka Horstink, coordenadora da campanha pelas sementes livres em Portugal (que conheci através da agenda de Fernanda Botelho) fiquei especialmente sensível a esta questão.

Proibir a troca de sementes entre vizinhos é tão absurdo como proibir os empréstimos e os presentes entre pessoas que se estimam.

Claro que ainda é mais perigoso, porque o que se pretende, a longo prazo, é  a monopolização da circulação de sementes por duas ou três multinacionais.

Ou seja, a monopolização total da alimentação.

E o fim da diversidade dos alimentos tradicionais/nacionais.

As sementes são-nos emprestadas pelas flores, pelos frutos, pelos insectos, pelos pássaros.

Portanto, sempre que puder, vou partilhar com os meus amigos muitas sementes!

sementes de abóbora

Mesmo que às vezes possa parecer estranha:

-Pipas? Um saquinho de pipas?!


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Na Feira

 

Antes de começar a XIV Feira de Doçaria Conventual e Tradicional de Portalegre:

Antes de começar 2

Os Frascos de Memórias e os doces conventuais Da Cozinha d´Avó Ana.

Dois frascos Ana

A mesa ♥

Banca da Ana

E a freira simpática.

Antes de começar

A Feira em movimento:

Banca em movimento

Dois momentos:

– Que guapísimas!

-Não percebi… aquele senhor de rosa-choque acabou de gritar-nos o que eu ouvi?

-Foi…

(Tal foi a perplexidade das nossas caras que, dois minutos mais tarde,  o senhor pediu-nos desculpa pela estridência embora, ignorando o nosso embaraço, tenha reiterado a opinião inicial).

banca em movimento2

Conversa em inglês entre uma família inglesa e o meu doce de laranja:

-É Orange marmalade, mas melhor; mais suave e macio!

-O ingrediente que faz a diferença: mel da Serra d´Ossa.- Intervim eu, num inglês rebuscado.

E o magnífico convento de São Bernardo.

O convento

convento 2

Convento

Disseram-me que a primeira feira nunca é um rotundo sucesso.

No meu caso, confirmei a previsão: fiquei feliz com o facto dos meus doces terem sido muito apreciados, mas não vendi os cem frascos que levava.

Aprendi muito e percebi que, numa feira, tenho de diversificar a oferta: as bolachinhas que dei como agradecimento a quem me comprava os doces, ter-se-iam vendido muito bem.

Só faltam as mãos das mais guapas feirantes: as da Ana e a s da Beatriz.

A feirante mais gira

Que teria gritado o senhor espanhol se tivesse visto a Beatriz?

Panfleto Frasco de M

Placa

 

 

 

 

 


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1ª Feira Conventual e Tradicional de Portalegre

Tenho andado ausente…

Nas respostas aos comentários sempre tão carinhosos;

nas visitas aos blogs que eu tanto aprecio;

nas idas semanais à Biblioteca de Estremoz com a Beatriz;

nos passeios primaveris;

na atenção que quero dar a todas as pessoas que me fazem diariamente feliz,…

A razão?

Coincidiu um período intenso de trabalho na minha actividade principal com a nossa participação na XIV Feira Conventual e Tradicional de Portalegre.

Feira Conventual 2014

Apesar da velocidade dos dias, ando com muitas, muitas borboletas na barriga!

Reservem o próximo fim-de-semana e visitem Portalegre!

Vamos com a Ana Da Cozinha d´Avó Ana e muito felizes; não podíamos estar em melhor companhia!

Feira conventual Portalegre

A Ana elencou os motivos para uma visita:

1- Conhecem Portalegre;

2- Visitam o Convento de São Bernardo;

3- Provam a melhor doçaria que se faz em Portugal;

4- Participam em ateliers e provas de doces orientadas;

5- Dão-nos reforço positivo (vou sentir-me tão pequenina e inexperiente… é a minha primeira exposição pública)!

Deixo-vos o programa e reforço o convite!

pasteltentugal