“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Uma horta para ser feliz

Só o título e as páginas iniciais do “ciclo de vida feliz” seriam suficientes para eu me identificar com Marc Estévez Casabosch e ler cada parágrafo deste livro com toda a atenção.

Capa Uma horta para ser feliz

Primeira página

Mas com este livre aprendi muito.

A informação está com a profundidade q.b. de uma “Agricultura para totós”: ideal para o meu caso, mas com uma forte componente ideológica que eu subscrevo.

O “ciclo feliz” resume-se ao respeito pela terra e pelas plantas que nos oferecem folhas, flores e raízes.

Com os restos orgânicos destes manjares, satisfazemos as necessidades de duas galinhas ou construímos um compostor.

Com esta matéria (das galinhas ou do compostor), adubamos a terra que ficará pronta para acolher plantas fortes e saudáveis.

“A sustentabilidade em estado puro, em nossa casa!”

Numa horta ou num canteiro numa varanda.

Esqueçam a galinha, neste último caso…

Tomates amarelos

Lembram-se dos tomates amarelos?

Dica 1

O acolchoamento: significa cobrir a superfície de cultivo com matéria orgânica; pode ser palha ou folhagem ou composto.

Oferecemos nutrientes e sombra à terra, evitamos a evaporação, melhoramos a estrutura da terra e controlamos a proliferação de ervas daninhas.

Ou seja, nada de manter a superfície da terra imaculada; devemos simular o húmus da floresta dos nossos sonhos, com muitas folhas no chão.

O que já está na minha lista de compras?

Um fardo de palha!

 

Dica 2

As fases da lua são importantes.

A minha Avó consultava sempre a lua antes de semear ou plantar.

Eu ainda estou em processo: semeio quando tenho tempo… mas a minha teimosia em semear na altura errada tem-me dado alguns desgostos.

Por outro lado, já tive excelentes resultados quando segui as indicações e semeei no período Crescente da Lua!

Próximo objectivo: consultar o Borda d´Água!

 

Dica 3

Todas as plantas têm os seus caprichos e precisam de alguma atenção.

Para mim e para o autor, passear pelo quintal e olhar para os progressos das sementeiras é um prazer terapêutico de final do dia, assim como providenciar algum cuidado a uma das plantinhas.

bróculos

 

Dica 4

Qualquer pessoa pode ter uma mini horta, até numa floreira de uma janela sombria.

O livro explica-nos que plantas são mais resistentes e quais as mais delicadas; quais gostam de sol, sombra, solidão ou companhia,…

(Conseguem ver o acolchoamento de palha das alfaces?)

alfaces

Dica 5

O compostor, que eu já comprei na Casa Agrícola, deve ficar protegido do sol directo e do vento forte.

Deve conter um equilíbrio entre resíduos ricos em nitrogénio (verdes): restos de verdura e cascas de fruta, relva do jardim e ervas,… e resíduos ricos em carbono (castanhos): folhas secas, palha, papel, serradura, …

compostor

Dica 6

Adoptar duas galinhas!

Para já passo esta sugestão: não simpatizo com aves; é mesmo outro reino!

Daqui a uns meses voltamos a falar…

Só esta fotografia é que me faz repensar esta minha aversão aos galináceos.

galinhas do livro

Dica 7

No final do livro, surgem muitos contactos e ideias para hortas urbanas, como o Minigarden de que gostei muito.

 

Dica 8

“A horta é o melhor pretexto para começar a agir com consciência ecológica […]

Reutilize caixas de ovos para fazer as semeaduras […]

Deixe que a imaginação o conduza a bom porto e desperte a criatividade de toda a família.

Esta é a herança mais valiosa que pode deixar aos seus filhos. […]

Inicie esta revolução silenciosa em favor da felicidade.”

 

Não preciso de dizer mais nada!