“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Sem açúcar, com afecto

Já falei da relação da minha Mãe com Jamie Olivier.

Mas não falei da minha…

O Jamie é comunicativo, despretensioso e bem intencionado.

Ganhou a minha admiração quando vi esta intervenção no TED: o minuto 12 fez-me tomar decisões importantes.

Vi ainda dois ou três programas em que ele tentava, desesperadamente, transformar a perigosa alimentação escolar americana.

Resolvi, então, que o açúcar não fazia parte da dieta alimentar da Beatriz.

Agora, com dois anos e oito meses, a Beatriz continua a consumir iogurtes naturais, bolachas Marinheiras e cereais sem açúcar.

Não gosta de bolo, nem de chocolate, nem de gelado ou de outras sobremesas.

Foi uma decisão pouco pacífica e que continua a gerar alguma polémica na família.

Na nossa cultura, tal como na música de Chico Buarque, o açúcar e o afecto rimam no mesmo refrão.

Este post podia terminar aqui.

-Que mãe paranóica!

-Que mãe tão zelosa!

Mas e quanto aos alimentos fritos? E salgadinhos? Qual é a reacção da Beatriz?

Em casa, raramente temos esses alimentos, mas quando lhe aparece uma empada, um peixinho da horta, uma nata de bacalhau, umas batatas fritas ao alcance da mão é muito difícil de controlar.

Felizmente, diverte-se mais a roubar o frito do que a comê-lo.