“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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A Ilha

Comprei este livro na última Feira do Livro de Coimbra.

Foi um impulso, despertado pelas cores da ilustradora Yara Kono e pelo facto da obra ter merecido a Menção do Júri na categoria de Opera Prima nos Bologna Ragazzi Awards 2013 (é o prémio que distingue as primeiras obras de autores e ilustradores, neste caso João Gomes Abreu).

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Não é ainda para a Beatriz, apesar de já lho ter lido (a pedido dela).

Não percebe a profundidade da mensagem de João Gomes de Abreu. Eu, umas dezenas de anos mais velha, tive de ler o livro calmamente (duas vezes) para entender a mensagem do livro. Dá que pensar.

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Tudo começa quando os ilhéus conhecem os continentais; e desejam ardentemente ser como eles.

O objectivo de vida dos ilhéus transforma-se e concentram esforços na construção de uma ponte que os ligue até ao continente.

Com discursos de políticos pelo meio, a ilha é destruída na demanda deste novo projecto.

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Resumindo: a ponte fica concluída mas, devido a incompetências várias, os ilhéus nunca conseguem viver no continente; passam a viver na ponte!

Um final tão inesperado obrigou-me a reflectir acerca do que constitui a nossa identidade, acerca da ligação entre a identidade e o espaço que habitamos e acerca do perigo de perdermos a nossa identidade por querermos desesperadamente ser como o outro.

Um tema intemporal e muito sentido no momento presente, uma vez que sinto diariamente pressão para que os ilhéus, que vivem num país chamado Portugal, sejam outra coisa qualquer pronunciada em alemão.

A editora? Planeta Tangerina, claro!