“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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O Papagaio de Monsieur Hulot

Desde pequenina que a Beatriz adora bibliotecas e livrarias.

Em Estremoz, não existe uma boa livraria, mas somos assíduas visitantes da Biblioteca.

Em Coimbra (e na Figueira da Foz), éramos clientes Bertrand: sentávamo-nos no chão e partíamos à descoberta.

O Papagaio de Monsieur Hulot veio assim para nossa casa.capa O papagaio de Monsieur Hulot

Tudo na vida deste Monsieur acontece de forma inesperada e surpreendente.

Desde o nascer do dia: agora é de noite!

página 1

Mas acendo o interruptor, abro a primeira super-página do livro, e o dia amanhece!

pag 2

A acção desenrola-se à volta destes pormenores do Monsieur Hulot (ainda mais despistado do que eu) e da compra de um papagaio com muita vontade de fugir.

pag3 O papagaio de Monsieur Hulot

Vale-lhe o apoio da velhinha Torre-Eiffel para atingir os seus intentos e apanhar o papagaio com a mais nobre missão do mundo.

pag 4 O papagaio de Monsieur Hulot

Sim, Monsieur Hulot é muito romântico!

E a Beatriz, ainda antes de tagarelar ininterruptamente comigo, com os bonecos, com a Branquinha, com os legos, garfos, facas e copos,… apontava para a amada de Monsieur Hulot e dizia: “Mamã!”.

Como?

Eu não sou ruiva!

Mas esta personagem gosta muito de ler…

ultima O papagaio de Monsieur Hulot

O livro não tem texto, mas as imagens são tão ricas e repletas de pormenores que nas primeiras 30 vezes que o folheei, fui sempre descobrindo detalhes cómicos e mais ou menos misteriosos.

O autor é David Merveille, e a personagem é inspirada na célebre personagem de Jaques Tati, como nos deixa adivinhar a última página do desastrado Monsieur Hulot.

A editora Kalandraka.

 

 


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Amélia

A Amélia veio connosco da Biblioteca.

capa amélia

 

Foi criada por Tim Bowley e pelo nosso querido André Neves, o pai da Mara.

Como quase todas as crianças que conheço, esta menina quer um cão.

amélia 1

Como quase todos os pais que conheço, este pai recusa tão exigente pedido.

A expressão de Amélia comove-nos a todos, excepto ao pai.

amélia 2

Decide, então, sugerir outros companheiros de quatro patas.

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Sem sucesso!

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Propõe ainda companheiros sem patas…

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Pai inflexível!

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Até que finalmente o pai tem uma ideia genial e apaziguadora.

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Como seria de esperar de André Neves, a ilustração arrebata-nos.

E cruza, exemplarmente, os planos do real e da fantasia.

A narrativa de Tim Bowley não tem a profundidade de Orelhas de Borboleta, mas encanta a Beatriz (e a mim): a ideia de ter uma baleia ou um elefante como animal de estimação é irresistível!

E faz-nos pensar, a nós, adultos, que muitas vezes os pedidos das crianças são razoáveis.

Nós é que crescemos e ficamos rapidamente programadas para achar qualquer proposta que saia da rotina mirabolante.

Claro que não me refiro à baleia ou ao elefante…

Que saudades que eu tinha de escrever sobre um livro infantil!


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Construir

A vantagem de viver no centro da cidade é que vamos a pé para todo o lado: mercado, correios, Formosa (às empadas de pato), padaria, papelaria,… e biblioteca.

A vantagem de mudar de cidade é que, durante muito tempo, tudo é (e será) novidade.

A biblioteca tem sido uma visita obrigatória, sobretudo nestes dias frios.

E são tantos os livros que não conhecemos que regressamos sempre entusiasmadas.

Livros biblioteca

O Zoo do Joaquim leva-nos às construções de infância.

joaquim pag1

E apresenta-nos o Joaquim, um grande inventor, como todos os meninos que adoram engenhocas e oficinas.

casa joaquim

Felizmente, no caso do Joaquim, tudo resulta e não sobram peças no fim.

hipopotamo

E ainda ganha dez amigos.

galaró

Este é o meu favorito: não sei se gosto mais do sorrisinho ou da quadra que o define.

elefante

“De elefante tem muito,

com a sua corneta por trompa.

Soa alto quando canta,

e nem te conto quando ronca.”

O autor desta criatividade sem limites é o argentino Pablo Bernasconi.

A editora: Kalandraka.