“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


6 comentários

Cheiro

Gravações caseiras:

1-Beatriz, qual é a tua cor favorita? Amarelo.

2-Qual é o teu som favorito? A tempestade (do filme Bambi), o piano.

3-O que mais gostas de comer? Batatas fritas, bróculos, cerejas, sumo de laranja.

4-O que mais gostas de sentir nas mãos? Água, a Branquinha.

5-O que mais gostas de cheirar? TU!

 

Olfacto.

O sentido que nunca dorme.

O sentido que não controlamos.

O sentido que faz ligações directas a locais recônditos do cérebro que julgamos adormecidas

desde o tempo dos nossos antepassados longínquos.

 

A minha relação com os perfumes foi evoluindo, tal como eu.

Aos 20, escolhia sempre perfumes que se impunham;

no início dos 30, usei perfumes que me prolongassem.

Entretanto, engravidei e os perfumes tornaram-se insuportáveis.

 

Três anos e meio depois, reiniciei a minha procura.

Objectivo: um cheiro íntimo, subtil e que não anule o cheiro favorito da Beatriz.

Aquela aura que todos temos, mas que só sentimos quando invadimos, intencional ou acidentalmente, o espaço do outro.

Durante mais de um ano usei este óleo que se funde com a pele.

 

Agora fiquei com saudades do frasco de perfume.

E comecei a pensar nos aromas que se prendem às minhas mãos e ao meu corpo, no quintal e na cozinha: cravinho-da-Índia; manjericão … e gengibre.

Fixei-me no gengibre.

Muito usado nos perfumes masculinos.

Um mundo novo para descobrir?

 

Sem entrar em perfumarias, encontrei os segredos de uma Avó.

caixa de perfume de gengibre

Parece um perfume para casa, a cheirar a lençóis de séries inglesas.

Resultado: ou ando a espalhar memórias de séries da BBC…

ou cheiro a granola.

Perfume de gengibre