“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Lavoisier

Lilah Ramzí, licenciada em História da Moda, apercebeu-se de que muito do que é desenhado e produzido, hoje, tem as suas raízes no passado.

O blog Part Nouveau  vive da comparação destes dois tempos.

Na Esquire Magazine, Virna Lissi, em 1965; na mesma revista, Jessica Simpson, em 2008.

Jean-Paul-Goude-and-Fabrizio-Ferri[1]

Vogue, 1939, e Mariah Cotillard para Christian Dior, em 2008.

8.6-Erwin-Blumenfeld-and-Peter-Lindbergh[1]

Na Vogue, em 1967, o fotógrafo William Klein; em 2013, o fotógrafo Nagi Sakai segue-lhe as pegadas.

William-Klein-and-Nagi-Sakai[1]

Em 1899, John Singer Sargente pintou The Wyndham Sisters; em 1950, a fotógrafa Cecil Beaton fotografou descendentes desta família.

John-Singer-Sargent-and-Cecil-Beaton[1]

Art Kane inverteu a imagem e jogou com a perspectiva, em 1970,  para a Harper´s Bazaar UK; em 2009, Camilla Akrans fotografa para a T Magazine´s Travel.

Art-Kane-and-Camilla-Akrans[1]

Todos trazemos o passado da humanidade connosco e, mais ou menos conscientemente, somos influenciados por esse rasto.

No mundo da moda, é assumido e pode até ajudar a confirmar um artista.

Mas também nas outras artes há sempre uma tendência generalizada, reforçada pelos jornalistas, para encontrar uma nova Amália, uma Cesária, um James Dean, …

É estranho como numa sociedade que persegue a inovação e a ruptura precisamos sempre que o passado nos confirme que vamos no caminho certo.

A chave para vivermos melhor enquanto sociedade?

Despir a arrogância, evitar os erros já cometidos e aprender com as lições de quem já viveu antes de nós.

Sem preconceitos.