“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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O Taco, o Paco e Eu

Um dos livros da biblioteca que proporcionou mais momentos divertidos cá em casa.

O Taco, o Paco e Eu capa

Para ser sincera, achei-o, numa primeira impressão, um pouco bizarro, mas é essa diferente percepção que distingue o mundo das crianças do mundo convencional/aborrecido dos adultos.

Para mim, não há nada melhor do que ouvir as risadas da Beatriz e, se forem provocadas por livros, ainda melhor; ou seja, acabei por deixar-me levar e encantar-me por este universo de fantasia total, discurso onomatopaico e ilustrações expressivas.

O Taco, o Paco e Eu pag 1

O Taco tem um bigode espetado para cima (e que pode atingir os 5 metros), “anda descalço, rouba maçãs na mercearia e tem umas orelhas muito grandes das vezes que o pai e a mãe lhas puxaram”… e é muuuito divertido.

O Taco, o Paco e Eu pag 3

O irmão, o Paco, é um senhor, certinho e pontual, sempre preocupado com a metereologia e com as horas.

É mesmo extremamente pontual.

O Taco, o Paco e Eu pag 4

O Taco voa mas o Paco, como todas as pessoas certinhas e pontuais, não consegue tal proeza.

Olha para o irmão a voar e bate com a cabeça no poste da electricidade.

O Taco, o Paco e Eu pag 5

A minha parcialidade em relação às personagens é evidente e a do narrador também.

Um narrador que vê cães a perseguem avionetas que andam na estrada,

macacos em paragens de autocarros,

girafas que comem as floreiras dos prédios mais altos,…

O Taco, o Paco e Eu pag 6

e que acaba por voar com o Taco.

O Taco, o Paco e Eu pag 7

Escrito pelo dramaturgo José Maria Vieira Mendes e ilustrado por Marina Palácio: uma dupla com quem é bom “deixarmo-nos ir”, para utilizar a expressão do narrador momentos antes de levantar voo nas asas de um pelicano.

Edições Afrontamento.


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Baralhando Histórias

Não sei se acontece com todos os pais, mas é-me difícil resistir à tentação de estar sempre a ensinar alguma coisa à Beatriz.

Excepto com o Pingu, procuro que aquilo que vê ou faz lhe transmita conhecimentos, noções estéticas, valores,…

Que aborrecimento…

Felizmente, a Beatriz tem muito sentido de humor e, frequentemente, troca-me as voltas.

Felizmente, há autores que escrevem livros que nos divertem e que vão ao encontro da sensibilidade humorística cá de casa.

Baralhando Histórias de Gianni Rodari e ilustrado por Alessandro Sanna:

Um Avô muito distraído conta a história da Capuchinho Vermelho.

Baralhando Histórias capa

Quer dizer, amarelo.

Baralhando Histórias Capuchinho Amarelo

Quer dizer, verde.

Capuchinho Verde

Vermelho!

Baralhando Histórias Capuchinho Vermelho

Um Capuchinho que vai entregar uma encomenda à Tia.

Baralhando Histórias Tia Maria

E anda no eléctrico.

Baralhando Histórias elétrico

Depois de algumas peripécias com um cavalo.

Baralhando Histórias Lobo2

Pois… e que era muito bom a Matemática.

Baralhando Histórias Lobo

Hilariante!

Com um Capuchinho feliz no final!

Baralhando Histórias Capuchinho Vermelho e chiclete

Mascando a sua chiclete como todo o Capuchinho moderno que se preze!