“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Licoreira da Villa

“Sábado sem Mercado nem é Sábado!”

É bom encontrar as mesmas pessoas e construir relações:

Com a D. Florentina das hortaliças… e das ervilhas de quebrar que comprei na semana passada!

Sempre com umas laranjas doces para a Beatriz levar no seu carrinho!

(As ervilhas da fotografia são normais).

ervilhas Mercado de Estremoz

Com o senhor dos queijos que oferece sempre umas grandes fatias à Beatriz.

queijos Mercado de Estremoz

É bom ver que há um lado pitoresco nos locais que, felizmente, ainda não se perdeu.

mota 3 rodas

É bom ver hábitos que não são os nossos mas que fazem parte de “viver em Estremoz”: farturas ou brunhol!

farturas mercado de Estremoz

E é muito bom ter surpresas destas!

Licoreira da Vila Borba

A Licoreira da Villa!

Licoreira da Vila no Mercado Estremoz

Licores bons de quem sabe o que faz, de quem já trabalhou numa adega, de quem fez uma recolha de receitas pelas tabernas de Borba… de quem tem bom gosto!

São licores translúcidos e muito perfumados que me conquistaram: a mim que não era uma apreciadora de licores e a todas as pessoas que os provam e se tornam reincidentes!

Com uma pedra gelo são a melhor companhia das noites preguiçosas do quintal!


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Olfacto

Cada mercado tem os seus cheiros, os seus sons e as suas cores.

Revelam-nos hábitos alimentares, rotinas e características dos locais.

É por isso que eu gosto de mercados.

Na Figueira, prevalece o prateado do peixe e as cores das flores envoltas em plástico.

Em Estremoz, é o verde das hortaliças e o cobre das velharias.

alfaces

rabanetes

E uma quantidade incrível de raminhos perfumados de coentros, salsa, poejo, alecrim e hortelã.

Em Março, encontrei tangerinas.

Um citrino, misteriosamente, quase em extinção nas lojas portuguesas.

tangerinas

O melhor dos Sábados de manhã?

Maria e Beatriz no mercado

Ter estas duas grandes companheiras de compras: a Beatriz e a nossa vizinha de fim-de-semana, a Maria.

A nossa memória olfactiva começa a construir-se desde que nascemos e acompanha-nos por toda a vida, transmitindo-nos sensações de conforto e confiança.

É o que eu espero que aconteça.

Quando estes pintainhos partirem sozinhos, hão-de sentir-se surpreendentemente tranquilos e felizes ao cheirarem um vaso de hortelã ou um raminho de alecrim.

E só nós vamos saber porquê.

 

 

 


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Gentileza

Gentileza – qualidade de quem é gentil.

Se há dias em que andam a rudez e a indelicadeza à solta, há também dias em que a gentileza e generosidade deslizam de mãos dadas e nos encontram.

Fomos ao mercado de Estremoz, como todos os Sábados.

Comprámos hortaliças, ofereceram-nos laranjas.

Comprei esta concha para verter os doces. Finalmente, encontrei-a!

concha

cabo da concha

E ofereceram-nos esta delicadeza que a Beatriz adorou.

E eu também…

Faz-me lembrar os fiozinhos de ouro que usávamos na escola primária, nos anos oitenta.

fiozinho

Comprei um paninho para a jarra da água.

paninho jarra

Ofereceram-nos outro.

paninho jarra 2

Numa manhã solarenga, cheguei a casa com o carrinho cheio, mas sobretudo com a alma aconchegada de presentes e sorrisos delicados.