“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Miséria

Imagens degradantes de seres humanos.

Não, não são humanos.

Não podem ser.

São “refugiados”.

São “imigrantes clandestinos”.

Comem o que encontram, dormem no chão, morrem.

Contraio-me.

Contorço-me.

60 000 000 pais, filhos, irmãos, tios, primos.

Metade são crianças!

Metal pesado no estômago.

A Beatriz!

Náusea.

Crianças.

Desorientação.

 

Recomeçam as urgências do dia:

a louça, o banho, a mochila, a lancheira, a história,…

A Terra dá outra volta e as imagens de horror esbatem-se distantes e a indignação adormece.

A vida continua.

Para nós.

 

Há quem se levante e seja humano.

O Presidente de Oliveira do Hospital.

Não sei quem é, não conheço a cor política, nem o passado.

Nem me interessa.

Quer receber 10 famílias e todo o agregado familiar.

Tem 10 casas, quer integrar 30/40/50 crianças nas escolas do seu município.

 

No meio da miséria – material e humana – uma pequenina luz bruxuleia.