Frasco de Memórias

“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Segue-me

Continuamos com as nossas visitas frequentes à Biblioteca e trazemos alimento, cada vez mais partilhado, porque os meus livros vão ganhando, muito lentamente, algum espaço.

Ontem, este elefante com manchas lilases seguiu-nos até casa; “o que não tem nada de estranho”.

Segue-me José Campanari

Tem o hábito de observar formigas a caminhar nos seus carreiros, o que é um comportamento perfeitamente natural na maior parte dos elefantes que conhecemos.

Segue-me José Campanari

Até que se apaixonou por esta formiga irresistível com cintura de vespa.

Segue-me José Campanari

E perseguiu-a até ao formigueiro, que é o que costumam fazer todos os apaixonados.

Trata-se de uma história de amor feliz: um amor correspondido.

Segue-me José Campanari

E pleno de jogos e sensualidade.

Segue-me José Campanari

Segue-me página 7

Agora, talvez um pouco estranho seja o bebé deste amor.

Segue-me José Campanari

Ou talvez não.

Um livro sem constrangimentos reais e onde tudo é possível.

Um livro que ensina a imaginar sem limites e onde a estranheza está, sem dúvida, mais nos meus olhos do que nos da Beatriz.

A professora Guida disse-me que a Beatriz pede sempre para intervir nos momentos de leitura e que tem sentido de humor.

E eu gosto de pensar que José Campanari (a contar a história!) e Roger Olmos têm alguma coisa que ver com isso.

A editora OQO.

 


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A Grande Viagem

Este livro conquistou-me imediatamente.

O título e as ilustrações de Gabriel Pacheco tocaram na minha alma de viajante.

Capa paint

A primeira página confirmou as minhas fantasias.

1página paint

Ofereci-o à Beatriz no seu primeiro aniversário e, como seria de esperar, só hoje, com dois anos e oito meses, é que começa a partilhar do meu entusiasmo pelo livro.

Pág 2

Mas talvez ainda não a fascine, completamente, este barco que anda sobre a terra, debaixo de água “como uma nave submarina” e que se amarra à janela no intervalo das viagens.

Um barco que nos permite dormir sobre as nuvens.

Pág 3

E petrificar soldados em guerra.

Pág 4

Mas também passear com os amigos.

Pa´g 5

Talvez ainda a encante apenas a razão pela qual o protagonista adiou a construção do barco:

“A [noite] de hoje não serve, porque estão todos levantados, e a mamã está a fazer pipocas.”

Pág 6

E, de facto, pode haver razão mais válida do que esta?

O texto é da francesa Anna Castagnoli e as ilustrações são de Gabriel Pacheco.

A editora OQO.