“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


4 comentários

Formiga

Quando é preciso reflectir, não há nada melhor do que entreter as mãos e libertar o espírito.

Está na altura de preparar o Inverno.

Os orégãos foram colhidos no monte e oferecidos pela Dona Tomásia.

oregãos em ramo

Depois de secos, retiro-lhes os caules e arrumo-os em frascos para facilitar a utilização.

oregãos no frasco

Este ano, estreei-me na manjerona: vive num vaso junto à porta do quintal: à sombra, mas aparentemente feliz.

Uso-a seca ou fresca, como na fotografia.

manjerona em ramo

Li, no livro Erva uma vez…, que na época medieval, os irmãos enclausurados nos mosteiros consumiam esta planta, que em certas doses teria propriedades anafrosidíacas, o que evitaria pensamentos carnais.

Não fazia ideia… e nem confirmo, nem desminto.

manjerona no frasco

Uso-a para polvilhar lasanha, queijo fresco, courgette e beringela grelhadas,… com muita frequência.

A segurelha também entrou este ano na minha vida.

segurelha em ramo

Andou todo o Verão a perfumar as jarras de casa, porque era a única verdura que eu conseguia encontrar nos canteiros.

Agora está seca e perfuma peixe assado no forno.

A Patrícia Vilela, uma das autoras do livro de referência cá de casa, ensinou-me:

“Outro aspecto a realçar nesta planta é o casamento a roçar o perfeito que estabelece no prato com leguminosas, incluindo o bónus de reduzir ou eliminar as probabilidades de flatulência, em caso de consumo excessivo dos traiçoeiros grãos.”

Para além disso, é extremamente tranquilizador sentir estes aromas nas mãos depois de manusear estas plantas.