“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Um post sobre economia doméstica, imbuído do espírito deste livro.

Nos anos 70/80 todas as casas tinham uma iogurteira.

Por vários motivos: falta de tempo, excesso de oferta nos supermercados, prazos cada vez mais dilatados, capricho, vício do açúcar, presunção de modernidade… e comodismo, este simples electrodoméstico desapareceu, durante décadas, da minha vida.

É da minha Mãe e, agora, é usado quase todos os dias.

iogurteira

A Beatriz é a cozinheira:

1 litro de leite do dia Vigor (Gordo);

1 colher de sopa de leite em pó;

1 iogurte natural.

Mistura-se tudo muito bem e passam a noite na iogurteira.

Têm um sabor e uma consistência muito superiores aos de compra.

Outra preciosidade: da minha Avó Rosa.

A panela de pressão.

Gosto do nome, do tamanho e da forma.

panela de pressão

Uso-a com pressão e como panela normal.

Depois da braseira e da escalfeta terem sido recuperadas, chegou a vez da salamandra.

O conforto da casa, com o calor do início dos tempos, é imbatível.

O lar e o fogo sempre estiveram ligados.

O “lar” é a pedra onde se acende o fogo.

O lar é onde está o calor no final do dia.

lenha

Outro hábito recente: Semear.

Alimentarmo-nos do que vemos nascer dá-nos tranquilidade e poder.

Nesta Primavera, vamos trazer as nossas sementinhas para Estremoz.sementinhas

E ainda tenho um longo caminho a percorrer…

Um dia hei-de organizar-me e fazer o meu pão.

A receita fica aqui para eu não me esquecer.

pão

A fotografia é da autora de um blog imperdível Panelas sem depressão.

Por cima do pão: a forma mais doce de aproveitar o excesso de fruta da estação.

doce de morango

Hábito da casa, muito anterior ao Frasco de Memórias.

Doce de morangos inteiros com baunilha.

 

Eu ainda não fiz o pão do blog Panelas sem depressão… grande vergonha!

Mas vejam o pão da Joana e da Flor de Lima!

Que cheirinho!