“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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No céu

Vivo na aldeia há três anos.

Há três anos que espero acordar com o canto dos passarinhos.

Não era suposto ter um despertador melodioso?

A um quilómetro da minha casa eles voam e são tão estridentes que até chegam a incomodar a minha Mãe.

E ouvem-se cucos, pica-paus, rouxinóis.

E aparecem melros, poupas, pegas, pardais e até rolas que a Beatriz alimenta com a Avó.

Pelo meu pátio, nem um pardalito.

Ou seguiram já viagem para os países quentes.

em viagem

Ou passam o dia em casa da minha Mãe e vêem o meu pátio como subúrbios, aonde só vêm dormir.

pássaros a dormir

E eu continuo a suspirar por grandes concertos que não chegam.

pássaros a ensaiar

Pesquisei sobre estes habitantes do céu: sentem-se atraídos por locais com água fresca, comida, árvores, sol e sombra.

Talvez ande a falhar na primeira parte…

Os pássaros dos meus sonhos foram raptados do blog da ilustradora Anna Castagnoli, Le Figure dei Libri.