“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


2 comentários

Pê de Pai

Pê de Pai foi um dos primeiros livros da Beatriz.

Pê de Pai capa

Chegou de mãos dadas com Coração de Mãe.

Pai avião

Bernardo Carvalho reduz o desenho ao essencial.

Pai travão

Mas a ilustração transborda expressividade.

Pai cavalinho

É também o que Isabel Minhós Martins faz com as palavras.

Pai sofá

O Pai amoroso e cúmplice.

Pai doutor

Por vezes, mais cúmplice do que a Mãe cá de casa…

(E como é importante esse contraponto!)

Pai bóia

Um livro dedicado ao Pai, num mundo infantil ainda muito povoado por Mães.

Feliz Dia do Pai!


5 comentários

Enquanto o meu cabelo crescia

2014 trouxe uma nova regra que me impus e tenho conseguido cumprir: não comprar livros.

Excepto na Feira do Livro ♥

Enquanto o meu cabelo crescia capa

Este livro viajou desde a Feira do Livro de Coimbra, mas ganhou um novo fôlego a partir do momento em que a Beatriz fez o seu primeiro corte de cabelo.

Não foram pontinhas, foi mesmo um corte: ela adorou cada momento.

Quando reparei, estava ela assim, ao pé da Avó Rosa, nas mãos da Michelle, no salão da Anne na Figueira da Foz (Ilídio Design), as melhores cabeleireiras que eu já conheci.

Enquanto o meu cabelo crescia página 2

A identificação com a Vera, a protagonista e narradora do livro de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso foi, finalmente, plena.

 

Entramos, também, no salão da Mila pela mão da Avó Ju, pois “A Mila é especialista. Arranja-nos a cabeça por fora, mas também chega lá dentro.”

Enquanto o meu cabelo crescia página 3

Até que, um dia, “a tragédia aconteceu”.

Identificação total!

Desta vez, minha (tantas vezes)!

Enquanto o meu cabelo crescia página 4

E é nos meses que se seguem à “tragédia”, que a Vera vai observando, reflectindo e amadurecendo:

As meninas não têm de usar cabelo comprido e os meninos não têm de usar cabelo curto.

Enquanto o meu cabelo crescia página 6

Lema válido para muitas outras ilações que se lêem num livro que aborda um tema aparentemente frívolo.

O caminho para a Felicidade é individual e pode ser descoberto (ou pelo menos vislumbrado), enquanto o cabelo cresce.

Enquanto o meu cabelo crescia página 7

Sem preconceitos.

A editora só podia ser Planeta Tangerina!

 

 

 

 

 

 

 

 


8 comentários

Pressione “Pause”

Regressámos à Casinha da minha Avó Rosa.

Praia Planeta Tangerina

Sem televisão.

Sem internet.

Sem horários.

Sem listas “a fazer”.

 

Com a família materna.

Com os amigos.

Com os livros.

Com o Mar.

Praia Mar

Com Tempo.

E com peixe do mercado.

douradas mercado

Todos os dias!

E assim vamos ficar, com mais ou menos viagem, durante umas semanas.

Boas férias!

 

Até breve!

 

Todo este mar é do livro Praia Mar, de Bernardo Carvalho.

 

 

 


9 comentários

Praia Mar

Este é um livro cheio de Verão, de praia e de mar.
Com 35 cm de altura, obriga-nos a mergulhar nas ondas.
DSC02591 Paint

Comprei-o quando a Beatriz ainda gatinhava e, nessa altura, o livro, aberto, preenchia-lhe o horizonte.

DSC02592 Paint

Sem texto, Bernardo Carvalho leva-nos a “passear, a molhar os pés nas poças, a explorar as rochas onde se agarram os mexilhões e anémonas de muitas cores” (contracapa do livro).

Leva-nos ao prazer de estar na praia, desligar o botão “ter de” e parar.

E é esse o espírito que perpassa todo o livro.

DSC02597 Paint

O resto é para inventar. Nós damos nome às personagens, inventamos relações familiares, reconhecemos o Avô nestes bigodes…

DSC02595 Paint

DSC02600 Paint

Até que, “em menos de nada, já o azul inundou as páginas, fazendo-nos mergulhar” ( texto da contracapa).

DSC02611 Paint

É um livro de Bernardo Carvalho e da Planeta Tangerina.

A minha dupla preferida.


7 comentários

A Ilha

Comprei este livro na última Feira do Livro de Coimbra.

Foi um impulso, despertado pelas cores da ilustradora Yara Kono e pelo facto da obra ter merecido a Menção do Júri na categoria de Opera Prima nos Bologna Ragazzi Awards 2013 (é o prémio que distingue as primeiras obras de autores e ilustradores, neste caso João Gomes Abreu).

DSC00945

Não é ainda para a Beatriz, apesar de já lho ter lido (a pedido dela).

Não percebe a profundidade da mensagem de João Gomes de Abreu. Eu, umas dezenas de anos mais velha, tive de ler o livro calmamente (duas vezes) para entender a mensagem do livro. Dá que pensar.

DSC00947

Tudo começa quando os ilhéus conhecem os continentais; e desejam ardentemente ser como eles.

O objectivo de vida dos ilhéus transforma-se e concentram esforços na construção de uma ponte que os ligue até ao continente.

Com discursos de políticos pelo meio, a ilha é destruída na demanda deste novo projecto.

DSC00948

Resumindo: a ponte fica concluída mas, devido a incompetências várias, os ilhéus nunca conseguem viver no continente; passam a viver na ponte!

Um final tão inesperado obrigou-me a reflectir acerca do que constitui a nossa identidade, acerca da ligação entre a identidade e o espaço que habitamos e acerca do perigo de perdermos a nossa identidade por querermos desesperadamente ser como o outro.

Um tema intemporal e muito sentido no momento presente, uma vez que sinto diariamente pressão para que os ilhéus, que vivem num país chamado Portugal, sejam outra coisa qualquer pronunciada em alemão.

A editora? Planeta Tangerina, claro!