“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Decisões

Cresci com os livros da Anita, com Os Cinco, com o Asterix, com o Tintin, com telenovelas brasileiras, com o Principezinho, com os contos do Eça de Queirós (que a minha prima lia em voz alta, enquanto eu me dilacerava com o destino da pobre Aia), com a Mafalda, …

Mergulhava nestes universos tão distintos com a mesma entrega e com a mesma convicção e, no fim, fiquei como sou: mais humanista que feminista (ou machista) e com uma mão cheia de defeitos e virtudes que nada têm que ver com os livros que li…

Ou será que têm?

Em relação aos livros que a Beatriz lê ou filmes que vê, tenho um cuidado… obsessivo.

Na última visita à Biblioteca da Figueira da Foz, encontrei este testemunho da minha infância.

Li e reli este livro centenas de vezes quando era pequena.

capa cada terra com seu uso

São várias aventuras de personagens de vários pontos do mundo, com os seus respectivos estereótipos bem vincados.

página 1

E em que ser violento consistia nestas grandes maldades.

página 2

página3

Mas em que os protagonistas são, invariavelmente, personagens masculinas.

página 4

As personagens femininas surgem, sempre, para compor o cenário doméstico e nunca intervêm em qualquer aventura.

págna 6

E eu fico a pensar que, embora criança, tive a capacidade de filtrar o que me interessava do livro:

-a curiosidade relativamente a outras formas de viver e a outros povos, assim como o gosto pelas viagens.

Será que faço bem em exercer esta censura sobre os livros, músicas e filmes que a Beatriz vê?