“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


6 comentários

Brincar

-Mãe, não queres brincar comigo?

-Só um bocadinho… agora não posso.

-Mas queres brincar comigo?

-Quero, claro!

(Ui, parece-me que menti…)

Gosto de ver filmes infantis, gosto de passear e ir ao mercado com a Beatriz, gosto de ler livros infantis, gosto de ir para a cozinha com ela e ficar com farinha no tecto, mas não gosto de brincar.

Custa-me!

“Agora tu és a Elsa e eu sou a Ana e tu lanças gelo das mãos para fazer bonecos de neve!”

“E depois… pegas no biberon e dás o jantar ao bebé.”

Socorro!

Brincar não é divertido; por algum motivo deixamos de fazê-lo aos 10 anos!

 

Nos dias em que me esforço muito, tento arranjar qualquer coisa que também seja um bocadinho menos penosa para mim e (verdade mesmo!) que entretenha e envolva a Beatriz durante algum tempo.

Fizemos um carro com muitos botões, muitas funcionalidades e cheio de pormenores laterais desenhados e colados pela Beatriz (durante largos minutos!).

carro de cartãoE que me destruiu  as costas em 10 corridas pela casa!

Construímos um teatro de dedoches.

Teatro de dedoches

dedoches

Teatro de dedoches em ação

As fotografias revelam que o investimento foi mais da Beatriz do que meu, não é?

Depois dos meus parágrafos iniciais acho que estou desculpada…