“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Totoro

Totoro, de Hayao Miyasaki, é um filme de culto da Beatriz. E meu.

Vimo-lo mais de 100 vezes.

Partilhei, com grande prazer, a primeira hora do filme, nas primeiras 50 visualizações.

Encanta(m)-me:

– a originalidade e inteligência evidentes na construção da narrativa;

– a forma como é transmitida a passagem do tempo;

– a evolução da relação entre as personagens: os afectos crescem de forma naturalmente contida, mas profunda;

– o facto da música caracterizar as personagens;

– os mundos mágicos criados pelas irmãs e reforçados pelo pai;

– as imagens e as cores: sempre que primo a Pause, a imagem que fica no ecrã podia ser a página de um livro infantil;

– as protagonistas: o facto de serem meninas é irrelevante; contêm a essência das crianças;

– o realizador e todos os filmes que já realizou;

– o Studio Ghibli.

O que mudou nas nossas vidas:

– sabemos dizer bolota, esquilo e cânfora em japonês;

– o Totoro visita o nosso pátio e é responsável pelo crescimento das plantas;

– agradecemos aos espíritos do pátio que nos protegem;

– fazemos danças estranhas quando acontece alguma coisa que nos agrada especialmente;

– desenhamos Totoros por todo o lado.

Resumindo, somos fortes candidatos a um internamento compulsivo no manicómio…

E estou ansiosa por reincidir: