“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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O meu Pai cursou História, compilou expressões do Portugal rural do século XX  e agora escreve contos ouvidos na sua infância.

Não é por acaso que escolheu o quadro “As Respigadoras” de Millet, para ilustrar a capa da sua recolha de contos…

as-respigadoras_by_millet

Li esta frase no seu livro de contos; falava assim de uma das suas personagens, Khadija, a tecedeira da aldeia.

Khadija tinha conhecimentos assentes “nas três religiões do Livro, a Torá, a Bíblia e o Alcorão, e no conhecimento de algumas práticas do culto dos deuses telúricos da antiga Lusitânea, […];

procurava nesta diversidade divina encontrar a cura para as dificuldades do quotidiano.

Em consciência acreditava que todos os seus deuses flutuavam conjuntamente […]”.

“Khadija acreditava piamente que, pese embora todas as calamidades, como as guerras e outros fenómenos que se abateram sobre a humanidade e continuarão a acontecer, o mundo está condenado a sobreviver, para sempre, somente porque o homem não tem capacidade para o destruir;

Deus ou Alá nunca o permitiriam.”

Como o  nosso mundo precisa de Khadijas!