Frasco de Memórias

“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


10 comentários

Batixa

A T é minha amiga, é minha prima e é uma blog hunter.

Tem um talento invulgar para descobrir blogs imperdíveis que eu não conheço e que nunca viria a conhecer na vida.

Batixa foi um dos que segui com mais fervor, sobretudo na altura em que me mudei para a casa da minha avó.

Apresenta imagens muito originais e reais de blogs de todo o mundo, incluindo portugueses.

Sem texto.

tumblr_mqul28bmPs1r4gct3o1_500[1]O meu pátio podia ser assim.

tumblr_mmcu3lCKZN1rqasjxo1_500[1]

A corda, as molas, as fotografias e os desenhos já cá andam há algum tempo.

Os bancos hão-de aparecer.

tumblr_mrp5pg4BYS1rivnl9o1_500[1]

A minha cozinha não é assim (preciso de dizer “infelizmente”?).

tumblr_mqm7hwXo6D1rdkljlo1_500[1]

A cozinha do forno da minha avó já está mais colorida.

tumblr_mrotyyYtER1rfh959o1_500[1]

E móveis antigos recuperados também já cá estão.

N.B. Todas as imagens do blog Batixa.


12 comentários

Bule

Na feira de velharias de Estremoz, encontrei uma memória do sótão da minha avó.

Deixei-me, novamente, levar pela surpresa do momento e trouxe-a.

DSC02144

E chegou a hora de assumir: vou reunir todas as peças soltas que encontrar.

A mudança vive dentro de nós…

Sempre detestei colecções e afinal descubro que tenho qualquer coisa de coleccionadora dentro de mim.

Coleccionadora de memórias.


5 comentários

Lavoisier

Lilah Ramzí, licenciada em História da Moda, apercebeu-se de que muito do que é desenhado e produzido, hoje, tem as suas raízes no passado.

O blog Part Nouveau  vive da comparação destes dois tempos.

Na Esquire Magazine, Virna Lissi, em 1965; na mesma revista, Jessica Simpson, em 2008.

Jean-Paul-Goude-and-Fabrizio-Ferri[1]

Vogue, 1939, e Mariah Cotillard para Christian Dior, em 2008.

8.6-Erwin-Blumenfeld-and-Peter-Lindbergh[1]

Na Vogue, em 1967, o fotógrafo William Klein; em 2013, o fotógrafo Nagi Sakai segue-lhe as pegadas.

William-Klein-and-Nagi-Sakai[1]

Em 1899, John Singer Sargente pintou The Wyndham Sisters; em 1950, a fotógrafa Cecil Beaton fotografou descendentes desta família.

John-Singer-Sargent-and-Cecil-Beaton[1]

Art Kane inverteu a imagem e jogou com a perspectiva, em 1970,  para a Harper´s Bazaar UK; em 2009, Camilla Akrans fotografa para a T Magazine´s Travel.

Art-Kane-and-Camilla-Akrans[1]

Todos trazemos o passado da humanidade connosco e, mais ou menos conscientemente, somos influenciados por esse rasto.

No mundo da moda, é assumido e pode até ajudar a confirmar um artista.

Mas também nas outras artes há sempre uma tendência generalizada, reforçada pelos jornalistas, para encontrar uma nova Amália, uma Cesária, um James Dean, …

É estranho como numa sociedade que persegue a inovação e a ruptura precisamos sempre que o passado nos confirme que vamos no caminho certo.

A chave para vivermos melhor enquanto sociedade?

Despir a arrogância, evitar os erros já cometidos e aprender com as lições de quem já viveu antes de nós.

Sem preconceitos.


16 comentários

Prato

A obsessão pelas velharias continua.

No sótão da minha Avó encontrei este pratinho.

DSC01544

Na feira de velharias da Figueira, encontrei outros três pratos iguais.

A história podia ficar por aqui, mas fiquei impressionada com a coincidência e tive de reuni-los.

DSC01456

Foram três euros que me fizeram regressar a casa com a sensação de ter recuperado qualquer coisa do passado!

DSC01538

Este pano foi escolhido pela Beatriz.

É bonito e achei que, com dois anos e meio, também era importante chegar a casa com um tesourinho.

DSC01537

E o envelope para o pão?

Usava-os na escola primária.

Também o trouxe.

Ando a pensar em dar-lhe outra utilidade.

Não sei ainda qual…


11 comentários

The Portrait of a Lady

A imagem da mulher vende. Sempre vendeu.

Mesmo quando ainda aparecia vestida…
A forma lenta como esta imagem foi evoluindo, ao longo do século XX, surpreende-me.

Em 1921, era importante usar Palmolive para manter o marido em estado permanente de paixão.

Hoje, há uma fila de cremes, perfumes, champôs e loções que devem dar a volta ao planeta. O objectivo é, mais ou menos, o mesmo.

palmoliveDM2711_468x478[1]

Nos anos 30, era importante estar bonita, mesmo depois de um dia de trabalho intenso.

Continua a ser; o local de trabalho é que mudou. E abundam os cereais, os cremes, as vitaminas e as ampolas que nos prometem o mesmo.

cerealDM2711_468x697[1]

1952: quero acreditar que isto já não existe.

Pelo menos, estamos a fazer o percurso correcto: enquanto sociedade, repudiamos a violência doméstica.

coffeeDM2711_468x416[1]

Em 1961, surpreende-me esta descontracção na divisão de tarefas: Tu cozinhas, eu como e ofereço-te a Bimby!

Na década de 60, muitas das mulheres já trabalhavam fora de casa, mas tudo continuava igual (e continuou/continua  durante muitos anos…).

chefDM2711_468x463[1]

Nem todos os anúncios antigos são ternurentos e encantadores…

Tal como hoje, retratam a mentalidade de uma época, incluindo o seu lado sombrio.

Encontrei-os no DailyMail.

Os originais estão no Museu Colecção Berardo até 5 de Janeiro de 2014.